quarta-feira, 20 de abril de 2011

Contra a crise, trabalho e doce

"Os tempos difíceis não assustam Daniel Roldão. Em 2005, o engenheiro zootécnico de 37 anos criou a Sabores de Santa Clara para colocar nas prateleiras das lojas gourmet o rebuçado de ovo de Portalegre, um doce tradicional alentejano cuja receita se mantinha escondida nas cozinhas familiares da região. (...)

Para além dos rebuçados de ovo de Portalegre e dos Eggos, a pequena empresa alentejana também produz dois xaropes (de capilé e groselha) em parceria com a Quiosques do Refresco, empresa de Catarina Portas e João Regal. Emprega directa e indirectamente cerca de 20 pessoas e até ao final do Verão quer lançar quatro novos produtos. No total, tem 15 em fase de testes. "Sim estamos a viver uma crise, mas a nossa postura não pode passar apenas por esta constatação. Nestes tempos surgem novas oportunidades e isso traduz-se em mais criatividade", defende Daniel Roldão. E acrescenta: "A nossa perspectiva é de imenso trabalho".

Com o mercado doméstico a sofrer uma grave contracção económica, o objectivo é chegar a outros destinos. Estamos a namorar o mercado internacional", revela, referindo-se em concreto aos Eggos.

Produtos adequado ao gosto. No total dos produtos comercializados pela Sabores de Santa Clara o peso das exportações "não é expressivo", mas há negociações em curso para reforçar presença além fronteiras. "O Xarope de Capilé, por exemplo, tem um gosto árabe. Os russos gostam muito de doces, tal como os brasileiros. Estamos a explorar esse leque de possibilidades, adequando sempre o produto ao paladar do consumidor", diz o responsável da companhia. (...)

Agora, a prioridade de Daniel Roldão é conseguir produzir com matérias-primas nacionais, mas nem sempre é fácil encontrar ingredientes e fornecedores em Portugal. O empresário alentejano defende que é preciso "criar a necessidade" e exemplifica: "Não havia groselha disponível e nós decidimos plantar 1,5 hectares para poder colher daqui a um ano e meio. Vamos ter Xarope de Groselha, com a fruta amadurecida com o nosso sol."

Jornal "Público" 17 de Abril 2011, secção de Economia. Texto de Ana Rute Silva. Fotografias de Rui Gaudêncio.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ideias para Lisboa

Hoje no MUDE discutem-se ideias para Lisboa, com a participação de Catarina Portas e muitas outras mentes "iluminadas" e interessadas no futuro da cidade. Uma iniciativa organizada pela plataforma Lisboaideia, que quer estimular a participação cívica e debater, neste caso concreto, o Orçamento Participativo da Câmara Municipal. Hoje a partir das 19h00, no MUDE (Rua Augusta 24), a entrada é gratuita mas sujeita à lotação da sala. Ideias para Lisboa precisam-se.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Doces dias

Uma Páscoa colorida; uma vida mais doce. Destaque este ano para a espantosa novidade que é a caixa de ovos Avianense, nem sequer destoa ao lado das habituais pérolas da Arcádia: drageias e chocolates que são um mimo.

As drageias de licor da Arcádia, inteiramente bordadas e pintadas à mão, uma a uma, são por isso absolutas maravilhas – uma verdadeira obra-prima da confeitaria portuguesa. Para A Vida Portuguesa, a Arcádia concebeu embalagens de 200g exclusivas das suas inúmeras variedades: os bébés, os periquitos, os tremoços, as cenouras, as ervilhas, os feijões, as bolotas, as castanhas, as azeitonas, etc. Lindas e preciosas, todas e cada uma. Fazem-nos querer que seja Páscoa o ano inteiro...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Peixe no Terreiro

A Vida Portuguesa passou pelo Peixe em Lisboa e reviu alguns amigos de longa data (o que na nossa gíria equivale a dizer fornecedores). Estivemos à conversa com a gente que nos enche a mercearia: sal, enlatados, doces, delícias tantas... Para degustar, provar ou simplesmente ficar à conversa com os profissionais do sector. Até domingo no Terreiro do Paço, em Lisboa. O programa está todo aqui.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pela liberdade de semear

A Vida Portuguesa abraça a causa URGENTE das "sementes livres". E convida todos a assinar a petição contra esta iniciativa da Comunidade Europeia, a favor da liberdade de plantar e semear, como vimos fazendo desde que a terra é Terra.

"A pretexto de questões como a necessidade de rastrear o percurso dos alimentos e a segurança alimentar, a Comunidade Europeia prepara-se (dia 18 de Abril) para estabelecer uma directiva legal para impedir que as pessoas que sempre semearam e recolheram, assegurando a sua soberania alimentar, possam continuar a agir dessa maneira. (......) Na verdade, por trás de palavras como «certificação», cujo sinónimo deveria ser autenticidade ou segurança, esconde-se muitas vezes a restrição no acesso a um direito, que fica, a partir daí, apenas ao alcance de quem pode pagar ou tem mais meios."

"É evidente que corremos sérios riscos quando as sementes das variedades tradicionais, que são património da humanidade e como tal devem estar livremente acessíveis a todos, passam a ser objecto de controlo estatal para ficarem nas mãos de entidades exclusivas." do Manifesto em Prol da Semente e da Soberania Alimentar. "Colher para Semear", Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Conservas personalizadas

Ainda na linha das conservas, mas desta vez na sua forma mais convencional, uma novidade que já é um sucesso de vendas n'A Vida Portuguesa. As conservas José podem ser compradas separadamente (que podem variar entre os €2,55 das sardinhas com limão, os €3,55 das lulas de caldeirada ou os €10,35 das ovas de sardinha, por exemplo) ou numa caixa de quatro, personalizada ao gosto de quem dá ou vai receber.

Estas conservas são ainda mais especiais porque vêm de um dos melhores produtores do país, com base em Matosinhos, onde o peixe é submetido a duas cozeduras antes de ser enlatado (por oposição ao mais vulgar método de enlatamento em crú), mantendo-se mais suculento nesta técnica tão tradicional.

E ainda trazem deliciosas sugestões de utilização (mais vulgarmente chamadas receitas). Só para dar água na boca: "Sardinhas gratinadas com crosta de tomilho e salsa", "Escalopes de vitela com molho de atum" ou "Risotto de sardinhas com queijo de São Jorge e limão". Uma combinação também presente na prosa de Eugénio Roda: "Um limão e uma sardinha apaixonaram-se. Ela visitava-o em terra, ele ia vê-la ao mar. Paixão rima com sardinha e limão. E está provado que sardinha faz bem ao coração... apaixonado."

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sardinhas, mas de chocolate

Enquanto não chegam as mais frescas e viçosas sardinhas para assar sobre as brasas, A Vida Portuguesa faz o gosto ao dente com estes espécimes em versão doce. A lata de cartão colorido contém seis sardinhas de chocolate de leite e celebra uma actividade milenar muito nossa.

"Portugal é um país piscatório por excelência. A abundância de peixe, a sua qualidade, a extensão da linha de costa e a tradicional inclinação para as artes de pesca, criaram em Portugal condições impares para o estabelecimento da indústria conserveira; um sector tradicional com mais de 150 anos de história. Em 1938 existiam em Portugal 152 fábricas que produziam cerca de 34.000 toneladas de conservas de peixe. A "sardinha" é o peixe mais abundante na costa portuguesa e cerca de metade desta captura é utilizada hoje para conserva."