quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Uma categoria de produto

Não há muitas empresas que se possam gabar de oferecer "produtos de categoria desde 1874" mas a Fábrica de Biscoitos e Bolachas Paupério é uma delas. Apesar de as referências mais antigas datarem de 1865, sabe-se que a sociedade foi formalizada em 1874 por iniciativa de António de Sousa Malta Paupério e Joaquim Carlos Figueira. A fábrica ganhou o nome do primeiro mas continua ainda hoje a ser gerida pela família do segundo - Figueira pois então. A marca de Valongo correu mundo e foi medalhada na exposição Hortícola e Agrícola do Palácio de Cristal no Porto, na Exposição Internacional de Filadélfia e na do Rio de Janeiro de 1879.

Descurando novas tendências de mercado e todo o tipo de modernices desnecessárias, a fábrica continua a orgulhar-se de utilizar uma tecnologia "muito rudimentar" e equipamentos "muito antigos". Ao invés, puxa dos galões da "padronização da produção, a exclusividade das receitas e uma única tradição de mais de cem anos". "O registo da patente Paupério que remonta ao início do século XX atesta a importância e a exclusividade destes produtos." Porque a Paupério sabe que crucial mesmo é a qualidade da bolacha. E a qualidade - para lá de estaladiça, cremosa e deliciosa - é tal que nos deixa sem palavras. A fábrica não mente. É mesmo "produto de categoria".

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Imperdível

A revista de viagens russa Afisha-Mir quis ver Lisboa pelos olhos do chef José Avillez. "Para este artigo, seleccionei alguns dos espaços, lojas e restaurantes, de que mais gosto e que considero imperdíveis para quem visita a cidade de Lisboa". Da Fábrica dos Pastéis de Belém até... A Vida Portuguesa.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Casa Hortícola

Growth Ring. Since 1921, the Casa Hortícola has occupied circular premises by Porto's market. Faux marble, lozenge motifs and curved forest-ggreen cabinets are the backdrop for a parade of colourful seed sachets, while outside, the façades's endless layers of turquioise gloss paint mark the passing years, as Marie-France Boyer reports. Photography: Ricardo Labougle.

It is hard to visit Porto without coming face to face with the Casa Hortícola. This delightful store selling seeds and bulbs is part of a large early 19th-century Neoclassical complex that includes the Bolhão market. With an entrance that is just a few yards further down the street from the shop, the market is right in the middle of the commercial centre of this Portuguese city. While still a popular rendezvous, it's now a pale reflection of what it was 30 years ago: colourful, exotic and teeming with people, with produce arriving from the four corners of the globe. (...)

Inside, in an old gold oval frame inset in one of the panels of false marble that decorates the upper part of the walls, a portrait of the founder occupies a place of honour. Antonio Moreira da Silva - double-breasted suit, floral tie on a white shirt, a determined expression - moved into these premises in 1921. He succeeded a pork butcher's, the Salsicharia Internacional, known to the locals as The German Sausage. In spite of its brown-and-red décor and walls decorated with azulejos depicting, appropriately, a wild-boar hunt, the Salsicharia did not last long. It is important to note that Senhor da Silva's business was far from being limited to this little shop, which at the time was just a simple outlet in town. A skilled botanist, he had greenhouses and nourished selling seeds, plants and bulbs wholesale to farmers, just as Vilmorin and truffaut did in france. For a while most of his turnover came from his fruit trees.

When he took over the butcher's premises, Da Silva kept all the furniture, the ceiling, the window and the faux-marble decoration on the upper part of the walls, but masked the azulejos with a rainbow of plant posters more suited to his own needs; he stuck them on either side of two doors, one leading to a stock room via an attractive little iron spiral staircase, the other to a box room. All the 1920s woodwork is inspired by the lozenge-shaped mouldings of the original counter, with its pink-marble top, that is still in place.

This counter is like an altar, on which today Antonio Ferreira de Souza and his assistant solemnly weigh out, sell and package the seeds and bulbs in brown paper bags before wrting on them by hand the name of their contents, like a herbalist or pharmacist. At the time of writing it's the season for iris, freesia, tulip, lily, arum, daffodil, and narcisus bulbs, sold by weight or by the unit. (...) Attentive and meticulous, Sr de Souza may be a man of few words, but he can suddenly flush red and burst into passionate and endless explanations when a customer manages to get through to him, catch his interest or skilfully urge him on. Then a kind of confidential dialogue strikes up. Would it be better to choose a "Purple Sensation" or "Professor Blaauw" iris, and if so why?And can you really combine brown with yellow? Do people really do that? Is it an attractive choice? (...)

He is filled with excitement and he knows better than anyone how to soothe the worries of his lady customers, who are passionate too, and happy to chat. In his little round room that is A Casa Hortícola there is a kind of febrile happiness, a euphoria, a little of what you see in certain patisseries, where people are secretely united by the same obsession." The World of Interiors, July 2011.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

"Quelques notes de saudade"

"Les 7 bonnes raisons de filer à Lisbonne. Lisbonne, VILLE DES SEPT COLLINES, s'appuie sur son passé pour mieux vivre le présent et regarder vers le futur. Le temps d’un week-end ou plus, le plaisir est à la découverte…

Quelques notes de saudade. En 2004, la journaliste Catarina Portas imagine ce concept de magasin qui réhabilite les anciens produits portugais dans leurs emballages d’origine: savonnettes Ach. Brito, savons Confiança, oiseaux en céramique de Bordalo Pinheiro, et autres jouets en bois... mais aussi huile d’olive, café, thé, farine...Retour vers le rétro-chic, dans cette boutique historique du quartier très central du Chiado. A VIDA PORTUGUESA Rua Anchieta, 11 ; tél. : +351 213 465 073 ; www.avidaportuguesa.com" Mario de Castro, Maison.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Produtos que sempre estiveram nas nossas vidas

"Temos muitos produtos portugueses que nos orgulham, que fazem aquela sensação de memória de que sempre estiveram nas nossas vidas", começa por referir Irene Flunser Pimentel. A historiadora destaca "uma loja que foi buscar os produtos portugueses antigos, A Vida Portuguesa de Catarina Portas". E salienta "um aspecto muito engraçado": "A loja também exporta, e para os locais mais modernos. É por isso, por exemplo, que o MoMa tem o nosso conhecido Salazar, o utensílio culinário". E "mistura as velhas marcas com óptimo aspecto com a inovação e a divulgação da nossa identidade e cultura". Também em vídeo, ao Diário de Notícias, 29 de Julho 2011.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"Uma das melhores lojas da cidade"

A Time Out Lisboa chegou ao redondo número 200 e aproveitou para fazer uma viagem no tempo, capa a capa, semana a semana, para chegar a igual número das suas "melhores recomendações de sempre". (A revista número 6) "Foi uma das edições mais populares do arranque da Time Out, muito por culpa do hype à volta das lojas de conceito, que na altura estava no auge. Só ainda não se tinha percebido que a maior parte delas tinha vida curta, como prova o facto de só quatro das dez que escolhemos estarem abertas. Entre elas, claro, estava A Vida Portuguesa. Passam os anos e a loja de Catarina Portas continua original e mantém o título de ser uma das melhores lojas da cidade." Time Out, 27 de Julho 2011.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Motivos de Orgulho

A Vida Portuguesa figura na lista de 1.000 motivos de orgulho nacional compilada pela Notícias Magazine (na posição 800). "A loja de Catarina Portas nasceu da vontade de inventariar as marcas sobreviventes ao tempo, de revalorizar a qualidade da produção portuguesa manufacturada e de revelar o País de forma surpreendente."

A verdade é que nunca tivemos dúvidas de que temos muito de que nos orgulharmos; e não se surpreende que o Diário de Notícias tenha encontrado milhentas razões pelas quais "Ser de Portugal é Bom". Entre elas: Ach. Brito, andorinhas populares, chocolates Arcádia, Bordados de Viana, creme Benamor, cerâmicas Bordalo Pinheiro, café A Brasileira, brinquedos de madeira, Bolo de Mel, limpa metais Coração, pasta Couto, chá Gorreana, Licor Beirão, restaurador Olex, Vinho do Porto, Renova, Rebuçados de Ovo de Portalegre, chocolates Regina, conservas Risonho, Tenório e Tricana, flor de sal Salmarim, Viarco, farinhas Zélly. Todas elas, mesmo aqui debaixo do nosso tecto. Para além de tantas, tantas outras coisas deliciosas e maravilhosas que são as nossas. Que somos nós.