quinta-feira, 13 de junho de 2013
ANTÓNIO, O SANTO POP
"O 13 de Junho é dia de Santo António mas também de celebração de um outro António, que nesse dia, corria o ano de 1984, nos deixou a pensar em milagres. Foi recentemente, e muito justamente, canonizado como santo padroeiro do panteão pop deste país com o nome que decidiu tomar em vida, António Variações.
O que fará um santo nos nossos dias? Como é que se passa a ter hagiografia, mais que biografia? Será à partida um ser com algo de excepcional, uma diferença e um mistério, e cuja busca e perseverança lhe trilham um destino maior do que lhe era prometido. Um ser com um dom que é também generosidade, capaz de tocar os outros, sacudindo-lhes espíritos, abrindo-lhes ideias, soprando-lhes felicidade. Um homem, cuja história da vida, da morte e da sua herança se torna à distância exemplar, que poderemos um dia contar aos outros como uma quase lenda, de como a diferença, a vontade, a verdade e a arte podem vingar até a morte mais injusta.
Nascido em berço católico, Variações afirmou um dia “Agora respeito todas as religiões e sou demasiado liberto para as aceitar”. Compôs uma canção ao seu Anjo da Guarda e cantou-a um dia, despindo-se, de tronco nu, diante de uma plateia fardada numa base militar: “Ele não usa a arma / Ele não usa a força / Usa uma luz / Com que ilumina a minha vida”.
Variações lançou luzes em muitas direcções. Na Lisboa cinzenta desses anos, fez da excentricidade o seu hábito e vestiu-se como mais ninguém tinha coragem, abrindo caminho a todos os outros que ansiavam também em exibir a sua diferença. “Nunca me vesti como o faço por provocação aos outros, mas como um acto de liberdade para comigo próprio” disse (e cantou “Lá vai o maluco / Lá vai o demente / Lá vai ele a passar / Assim te chama toda essa gente/ Mas tu estás sempre ausente / Não te conseguem alcançar”).
Na sua obra, foi ao rock e experimentou-o com as suas raízes folclóricas minhotas, com genuinidade e sem vergonha, coisa rara nesses tempos ainda de campos extremados. “Como português andava deprimido com a falta de orgulho nacional e tudo o que puder fazer para virar as pessoas para a sua terra, eu faço”. A sua Nossa Senhora chamava-se Amália, “basta-me ouvir a voz dela para ter visões” confessou, e enlevou a diva caída em desgraça pós-revolução, levando-a de volta para um palco magno consigo, gravando o “Povo”, dedicando-lhe discos. Na sua música, como na sua vida, foi sexualmente livre e pôs um país inteiro a trautear a “Canção do Engate” e outras que tais, explícitas mas mais que libertinas libertárias. E desamarrou também os nós que lhe prendiam o destino de miúdo nascido na aldeia a sonhar com o espectáculo. Autodidacta musical, gravou aos 37 anos mas fê-lo na companhia dos maiores, com músicos dos GNR no primeiro LP e dos Heróis do Mar no segundo, editado nos dias do fim, aos 39 anos. As voltas do destino e a qualidade da obra vingaram-lhe todas as ambições quando as suas maquetes caseiras, regravadas pelos Humanos, lhe deram os primeiros lugares dos tops, vinte anos depois da morte.
Por tudo isto, nestes dias, seja no Santo António, seja nas comemorações do 10 de Junho ou seja no Arraial Pride, temos todos algo a agradecer-lhe. Pois António foi a voz de um homem livre. Santo pop e padroeiro da liberdade.
Nota: este texto é dedicado ao João Maia, que um dia assinará um filme sobre Variações, esperemos."
Crónica de Catarina Portas para o jornal Público de 16 de Junho de 2007.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Leituras de férias
"Parece um detalhe mas tenho para mim que a invenção e generalização das malas de viagem com rodas incorporadas é um dos mais importantes e engenhosos feitos dos nossos tempos. Sobretudo para quem gosta de partir para dias de vagar e lazer com uma família alargada de livros, ou seja, possibilidade de escolha consoante o espírito dos dias, entre os livros que nunca se leram, os que se empilham às cabeceiras das camas de cidade mais as curiosidades das novidades, enfim, as tais leituras de férias que podem ser tantas e tão díspares. E porque os livros são tão parecidos com as cerejas para certos devoradores, que sabem que um livro pode levar a outro com urgência desesperada, como resolver o dilema do transporte limitado?
A este propósito, lembro-me sempre do grão vizir citado por Alberto Manguel na sua maravilhosa “Uma História da Leitura”. Conta ele que, no séc. X, o grande bibliófilo e grão vizir da Pérsia de seu nome Abdul Kassem Ismael resolveu de uma genial forma o desejo de companhia da sua biblioteca ao longo das suas deambulações. Falamos de uma biblioteca vasta, atente-se, composta de 117.000 volumes - pois sabe-se lá, de óasis em óasis, os apetites que podem acometer um grão-leitor... Assim, esta colecção era transportada por uma caravana de quatrocentos camelos, especialmente treinados (e este é o pormenor que encanta qualquer maníaco da catalogação de uma biblioteca) para caminharem por ordem alfabética dos volumes que carregavam no dorso.
Dir-me-ão os fãs das novas tecnologias que tudo o que relato já não faz sentido, num tempo em que um aparelhómetro que quase nada pesa pode carregar consigo os livros, quem sabe até os quatrocentos camelos. Mas a esses responderei que não há ecrã que saiba como o papel manchado e sublinhado, a lombada aberta e marcada, um volume muito anos depois reaberto, largando nos dedos alguns grãos de areia fina recordadndo um fim de tarde na praia ou soltando as folhas que marcaram as páginas lidas à sombra de uma árvore. O acto de apropriação de um livro pelo seu leitor é também físico e aí não há e-book que lhe alcance a magia, vos garanto.
Mais aceitável, sem malas de rodas ou sem camelos à mão, é quando muito recorrer às bibliotecas locais, que são hoje muitas e dadas a muitas surpresas. Pois uma biblioteca conta muito da história do seu lugar e do seu povo. A mais inesperada que me foi dada descobrir situava-se em Inhambane, pacata cidade da costa moçambicana. Numa tarde sossegada, acompanhada de muitos jovens estudantes locais, os meus olhos espantaram-se ao percorrerem as prateleiras. Primeiro sucedia-se um vastíssimo lote de obras portuguesas, entre finais do séc. XIX e início do séc. XX, que iam das “Viagens na Minha Terra” até muitas outras obras mais esquecidas, de colecções com nomes delicodoces, e tão absurdamente exóticas nestas paragens. Imediatamente seguidas por outro largo conjunto que abarcava as obras completas de Lenine a Mao, mais uma quantidade infindável de opúsculos revolucionários e anti-coloniais da segunda metade do século passado, exibindo despudoradamente a evolução das influências históricas de uma nação."
Crónica de Catarina Portas para o Público de 14 de Julho de 2007.
terça-feira, 11 de junho de 2013
As lojas de Lisboa
Para a revista UP, Catarina Portas elegeu as suas 10 lojas lisboetas preferidas.

"As lojas fazem parte do ADN das cidades e revelam muitas das peculiaridades dos seus habitantes. Aberta ao mundo há mais de 500 anos, Lisboa tem um apurado instinto comercial e as suas montras refletem a história da cidade, a que se juntam os tiques e modas da globalização. Das grandes marcas internacionais aos produtos que fazem parte da identidade do país, pelas ruas há de tudo um pouco. Descubra algumas das mais carismáticas guiado por Catarina Portas, a CEO da marca A Vida Portuguesa, cujas lojas, em Lisboa e no Porto, vendem o que de melhor se faz em Portugal, desde sempre."

1. Retrosaria
“A Rosa Pomar é uma das minhas heroínas. Historiadora, dedicou-se às artes têxteis e aqui, na sua Retrosaria de primeiro andar (e também online), além de vender tecidos estampados brilhantemente escolhidos no mundo inteiro, comercializa as lãs de diversas raças de ovelhas portuguesas, que tem vindo a lançar, e divulga tudo o que sabe em workshops sempre esgotados. Preciso e precioso, como o livro Malhas Portuguesas que acabou de editar.”
Terça a Sábado, 10h – 19h
Rua do Loreto, 61, 2ºdto
+351 21 347 3090

2. Luvaria Ulisses
“Será a mais pequena loja da cidade mas também uma das suas grandes maravilhas. Desde 1925 vende apenas luvas – mas que luvas! Ao balcão, calçando as peles macias e coloridas, somos as elegantes do Chiado de outros tempos. Imperdível.”
Segunda a Sábado, 10h – 19h
Rua do Carmo, 87
+351 21 342 0295

3. A Vida Portuguesa
“A aposta era simples: juntar num mesmo espaço produtos, marcas e fábricas portuguesas com história, tradição e manufatura. Num lugar que foi um achado, um antigo armazém centenário, com marcas de vida e de história. Ainda há quem se confunda sem saber se está num museu, mas não, esta é uma loja que hoje atrai visitantes do mundo inteiro e vende o melhor que fazemos.”
Segunda a Sábado, 10h – 20h
Domingo, 11h – 20h
Rua Anchieta, 11
+351 21 346 5073

4. Claudio Corallo
“O Claudio Corallo, italiano a viver em São Tomé, é o rei do chocolate artesanal alternativo. Planta uma diversidade extraordinária de espécies de plantas de cacau e café e faz com esses frutos da natureza coisas mágicas: cacau quente, pepitas, bombons e chocolates – é experimentar o de flor de sal e pimenta. Pequenina e escondida, esta loja é um dos melhores segredos lisboetas.”
Segunda, 14h30 – 19h30
Terça a Sábado, 10h – 20h
Rua Cecílio de Sousa, 85
+351 21 386 2158

5. Paris em Lisboa
“São as madeiras trabalhadas, a ordem reinando sobre todas as coisas, dois andares com o melhor do têxtil de casa, português, mas também o estrangeiro. Gosto da Paris em Lisboa porque de todos os grandes armazéns do Chiado – que arderam no incêndio de 1988, ou que continuam a arder mercê das marcas-iguais-em-todo-o-lado –, este foi o que ficou das minhas memórias. Requinte, e não luxo, que é coisa nova e rica, é aqui.”
Segunda a Sábado, 10h – 19h
Rua Garrett, 77
+351 21 342 4329

6. Conserveira de Lisboa
“Desde os anos 30 que a Conserveira de Lisboa é uma marca diferente: encomenda as suas próprias receitas aos melhores fabricantes de todo o país e nestas latas só entra peixe fresco e pescado em águas portuguesas. A loja é toda uma montra imensa e minuciosa de uma das grandes especialidades portuguesas. Cavala, petingas, ventresca de atum e ovas de sardinha são as minhas favoritas.”
Segunda a sábado, 09h – 19h
Rua dos Bacalhoeiros, 34
+351 21 886 4009

7. Silva Joalheiros
“Não sei passar pelo Largo Camões sem prender os olhos nas montras da Ourivesaria do Sr. Silva, figura de esmero e generosidade extraordinárias. Joias antigas são uma das especialidades desta casa que já as vende também para museus e coleções. Um dia, quando for crescida, se me der para princesa, é aqui que virei às compras.”
Largo Camões, 40
+351 21 342 6320

8. Tabacaria Mónaco
“Desde finais do século XIX que a Mónaco vende jornais e tabacos, portugueses e estrangeiros, no Rossio, numa loja estreitinha que é afinal um corredor sumptuoso. Rafael Bordalo Pinheiro concebeu toda a decoração, dos fios telefónicos com andorinhas pousadas, ao teto onde elas voam no céu. Foram as primeiras andorinhas que assinou, duma mania que se tornou nossa.”
Segunda a Sexta, 09h – 19h
Sábado, 09h – 14h
Praça Dom Pedro IV, 21
+351 21 346 8191

9. A Carioca
“Há anos que compro aqui o café, Palace ou Presidente, meio quilo máquina de êmbolo, por favor. E empregados experientes mergulham a medida nos grãos, a máquina antiga mói ruidosamente, o cheiroso é fechado no saco prateado. Toda uma cerimónia que me encanta (quais cápsulas, qual carapuça!). Guloseimas, chás e todos os apetrechos completam a oferta da antiga e reluzente Carioca.”
Rua Misericórdia, 9
+351 21 346 9567

10. Deli Delux
“A despensa mais aprazível da cidade é o Deli Delux. Mercearia internacional, charcutaria e uma garrafeira invejável já fazem do Deli o melhor lugar da cidade para gulosos e gourmets. Mas a beleza do espaço, a cafetaria e a sua esplanada sobre o rio, com um copo de vinho e uma tábua de queijos, rematam um dia feliz. Tranquilo e perfeito.”
Terça a Sexta,12h – 24h
Sábado, 10h – 24h
Domingo, 10h – 20h
Av. Infante D. Henrique Armazém B Loja
+351 21 886 2070

"As lojas fazem parte do ADN das cidades e revelam muitas das peculiaridades dos seus habitantes. Aberta ao mundo há mais de 500 anos, Lisboa tem um apurado instinto comercial e as suas montras refletem a história da cidade, a que se juntam os tiques e modas da globalização. Das grandes marcas internacionais aos produtos que fazem parte da identidade do país, pelas ruas há de tudo um pouco. Descubra algumas das mais carismáticas guiado por Catarina Portas, a CEO da marca A Vida Portuguesa, cujas lojas, em Lisboa e no Porto, vendem o que de melhor se faz em Portugal, desde sempre."

1. Retrosaria
“A Rosa Pomar é uma das minhas heroínas. Historiadora, dedicou-se às artes têxteis e aqui, na sua Retrosaria de primeiro andar (e também online), além de vender tecidos estampados brilhantemente escolhidos no mundo inteiro, comercializa as lãs de diversas raças de ovelhas portuguesas, que tem vindo a lançar, e divulga tudo o que sabe em workshops sempre esgotados. Preciso e precioso, como o livro Malhas Portuguesas que acabou de editar.”
Terça a Sábado, 10h – 19h
Rua do Loreto, 61, 2ºdto
+351 21 347 3090

2. Luvaria Ulisses
“Será a mais pequena loja da cidade mas também uma das suas grandes maravilhas. Desde 1925 vende apenas luvas – mas que luvas! Ao balcão, calçando as peles macias e coloridas, somos as elegantes do Chiado de outros tempos. Imperdível.”
Segunda a Sábado, 10h – 19h
Rua do Carmo, 87
+351 21 342 0295

3. A Vida Portuguesa
“A aposta era simples: juntar num mesmo espaço produtos, marcas e fábricas portuguesas com história, tradição e manufatura. Num lugar que foi um achado, um antigo armazém centenário, com marcas de vida e de história. Ainda há quem se confunda sem saber se está num museu, mas não, esta é uma loja que hoje atrai visitantes do mundo inteiro e vende o melhor que fazemos.”
Segunda a Sábado, 10h – 20h
Domingo, 11h – 20h
Rua Anchieta, 11
+351 21 346 5073

4. Claudio Corallo
“O Claudio Corallo, italiano a viver em São Tomé, é o rei do chocolate artesanal alternativo. Planta uma diversidade extraordinária de espécies de plantas de cacau e café e faz com esses frutos da natureza coisas mágicas: cacau quente, pepitas, bombons e chocolates – é experimentar o de flor de sal e pimenta. Pequenina e escondida, esta loja é um dos melhores segredos lisboetas.”
Segunda, 14h30 – 19h30
Terça a Sábado, 10h – 20h
Rua Cecílio de Sousa, 85
+351 21 386 2158

5. Paris em Lisboa
“São as madeiras trabalhadas, a ordem reinando sobre todas as coisas, dois andares com o melhor do têxtil de casa, português, mas também o estrangeiro. Gosto da Paris em Lisboa porque de todos os grandes armazéns do Chiado – que arderam no incêndio de 1988, ou que continuam a arder mercê das marcas-iguais-em-todo-o-lado –, este foi o que ficou das minhas memórias. Requinte, e não luxo, que é coisa nova e rica, é aqui.”
Segunda a Sábado, 10h – 19h
Rua Garrett, 77
+351 21 342 4329

6. Conserveira de Lisboa
“Desde os anos 30 que a Conserveira de Lisboa é uma marca diferente: encomenda as suas próprias receitas aos melhores fabricantes de todo o país e nestas latas só entra peixe fresco e pescado em águas portuguesas. A loja é toda uma montra imensa e minuciosa de uma das grandes especialidades portuguesas. Cavala, petingas, ventresca de atum e ovas de sardinha são as minhas favoritas.”
Segunda a sábado, 09h – 19h
Rua dos Bacalhoeiros, 34
+351 21 886 4009

7. Silva Joalheiros
“Não sei passar pelo Largo Camões sem prender os olhos nas montras da Ourivesaria do Sr. Silva, figura de esmero e generosidade extraordinárias. Joias antigas são uma das especialidades desta casa que já as vende também para museus e coleções. Um dia, quando for crescida, se me der para princesa, é aqui que virei às compras.”
Largo Camões, 40
+351 21 342 6320

8. Tabacaria Mónaco
“Desde finais do século XIX que a Mónaco vende jornais e tabacos, portugueses e estrangeiros, no Rossio, numa loja estreitinha que é afinal um corredor sumptuoso. Rafael Bordalo Pinheiro concebeu toda a decoração, dos fios telefónicos com andorinhas pousadas, ao teto onde elas voam no céu. Foram as primeiras andorinhas que assinou, duma mania que se tornou nossa.”
Segunda a Sexta, 09h – 19h
Sábado, 09h – 14h
Praça Dom Pedro IV, 21
+351 21 346 8191

9. A Carioca
“Há anos que compro aqui o café, Palace ou Presidente, meio quilo máquina de êmbolo, por favor. E empregados experientes mergulham a medida nos grãos, a máquina antiga mói ruidosamente, o cheiroso é fechado no saco prateado. Toda uma cerimónia que me encanta (quais cápsulas, qual carapuça!). Guloseimas, chás e todos os apetrechos completam a oferta da antiga e reluzente Carioca.”
Rua Misericórdia, 9
+351 21 346 9567

10. Deli Delux
“A despensa mais aprazível da cidade é o Deli Delux. Mercearia internacional, charcutaria e uma garrafeira invejável já fazem do Deli o melhor lugar da cidade para gulosos e gourmets. Mas a beleza do espaço, a cafetaria e a sua esplanada sobre o rio, com um copo de vinho e uma tábua de queijos, rematam um dia feliz. Tranquilo e perfeito.”
Terça a Sexta,12h – 24h
Sábado, 10h – 24h
Domingo, 10h – 20h
Av. Infante D. Henrique Armazém B Loja
+351 21 886 2070
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Santo António 2013
Santo António nasceu português, junto à Sé de Lisboa, em 1195, com o nome de Fernando de Bulhões. Em 1220 em Coimbra, fez-se frade franciscano, escolhendo o nome António. Rapidamente se fez notar pelo seu talento de pregador, partindo para Itália onde morreria em Pádua em 1231, após uma brilhante carreira como professor de Teologia.
Canonizado um ano após a sua morte, já no séc. XIII era patrono de mais de 40 igrejas em Portugal, tornando-se no séc. XVI o santo nacional português. Patrono dos bons casamentos e advogado dos objectos perdidos, este santo douto e bom é celebrado em Lisboa, a 13 de Junho, com arraiais e uma antiga procissão que atravessa o bairro de Alfama.
Característicos destas festas são os vasos de mangericos adornados com cravos de papel e quadras populares, e os tronos, pequenos altares votivos pelas ruas que pedem moedinhas, uma tradição que ficou do peditório para a reconstrução da sua igreja após o terramoto de 1755.
Na colecção de A VIDA PORTUGUESA pode encontrar uma caixa especial “Faça o seu trono de Santo António”, kit para montar um altar doméstico e celebrar esta festa antiga, citadina e graciosa.
Há mais vida no Público
A partir de hoje, há "antigos, genuínos e deliciosos produtos de criação portuguesa" na loja (física e online) do jornal de referência português. E isto só podem ser muito boas notícias.

"Ao longo dos últimos anos pesquisámos, do Norte ao Sul de Portugal, produtos de criação e fabricação portuguesa. Que produtos são esses? São produtos que atravessaram gerações e nos tocam o coração."
As palavras lêem-se no manifesto da loja A Vida Portuguesa e explicam bem que tipo de produtos lá pode encontrar. A Vida Portuguesa nasceu de uma investigação da jornalista Catarina Portas sobre os produtos antigos portugueses: aqueles que conhecemos há várias décadas, que mantiveram as suas embalagens originais ou ainda se inspiram nelas, e aqueles que ainda se fabricam com uma dose importante de manufactura.
Com lojas no Chiado, Lisboa, e nos Clérigos, Porto, A Vida Portuguesa está a devolver uma época aos portugueses desde Novembro de 2004.
A partir de agora, os produtos (d' A Vida Portuguesa) estão também à venda na loja PÚBLICO de Alcântara, junto ao Museu do Oriente e em http://loja.publico.pt/. As icónicas pastas de dentes Couto ou o restaurador Olex estão nas suas embalagens originais, bem como os chocolates Regina, produtos da Fábrica Coração ou as latas da Conserveira de Lisboa.
Na altura em que o tempo pede sardinhas e bailaricos, destacamos ainda o trono de Santo António. O kit para Montar um Altar Popular vem numa caixa de cartão duroilustrada que contém uma escadaria, a imagem de Santo António, uma folha de autocolantes decorativos, um cravo de papel e sementes de manjerico. Para assinalar ainda melhor a data dos santos populares, agora pode adquirir este trono nas lojas PÚBLICO por um preço promocional de 28€ até ao dia 30 de Junho. Uma oportunidade a não perder."

"Ao longo dos últimos anos pesquisámos, do Norte ao Sul de Portugal, produtos de criação e fabricação portuguesa. Que produtos são esses? São produtos que atravessaram gerações e nos tocam o coração."
As palavras lêem-se no manifesto da loja A Vida Portuguesa e explicam bem que tipo de produtos lá pode encontrar. A Vida Portuguesa nasceu de uma investigação da jornalista Catarina Portas sobre os produtos antigos portugueses: aqueles que conhecemos há várias décadas, que mantiveram as suas embalagens originais ou ainda se inspiram nelas, e aqueles que ainda se fabricam com uma dose importante de manufactura.
Com lojas no Chiado, Lisboa, e nos Clérigos, Porto, A Vida Portuguesa está a devolver uma época aos portugueses desde Novembro de 2004.
A partir de agora, os produtos (d' A Vida Portuguesa) estão também à venda na loja PÚBLICO de Alcântara, junto ao Museu do Oriente e em http://loja.publico.pt/. As icónicas pastas de dentes Couto ou o restaurador Olex estão nas suas embalagens originais, bem como os chocolates Regina, produtos da Fábrica Coração ou as latas da Conserveira de Lisboa.
Na altura em que o tempo pede sardinhas e bailaricos, destacamos ainda o trono de Santo António. O kit para Montar um Altar Popular vem numa caixa de cartão duroilustrada que contém uma escadaria, a imagem de Santo António, uma folha de autocolantes decorativos, um cravo de papel e sementes de manjerico. Para assinalar ainda melhor a data dos santos populares, agora pode adquirir este trono nas lojas PÚBLICO por um preço promocional de 28€ até ao dia 30 de Junho. Uma oportunidade a não perder."
quinta-feira, 6 de junho de 2013
City Guide Lisbon
"The top spots to sleep, eat, shop and sip a sundowner in Portugal's capital:
A Vida Portuguesa. Former journalist Catarina Portas has single-handedly revived many classic Portuguese brands and sells them under one roof in an old perfume factory in Chiado. Pick up wool blankets from the Alentejo, handmade soaps from Porto and tea cultivated on plantations in the Azores." Ivan Carvalho, revista Scanorama, Junho 2013.
A Vida Portuguesa. Former journalist Catarina Portas has single-handedly revived many classic Portuguese brands and sells them under one roof in an old perfume factory in Chiado. Pick up wool blankets from the Alentejo, handmade soaps from Porto and tea cultivated on plantations in the Azores." Ivan Carvalho, revista Scanorama, Junho 2013.
Faça Você Mesmo
Descobrimos por estes dias um blogue que adapta à língua portuguesa a melhor tradição do DIY (Do It Yourself) que os ingleses tornaram famoso. Que inspira a dar um novo sopro de vida a peças antigas, refrescar um interior descaracterizado ou a criar do zero peças decorativas únicas. Com bom gosto e sentido de humor. Faça Você Mesmo; vai ver que não é tão difícil como isso. Experimente começar com as nossas andorinhas.

Um "faça você mesmo" capaz de fazer levantar vôo a qualquer parede velha ou cansada. Ou como fazer um relógio de parede usando as Andorinhas Bordalo Pinheiro, um exclusivo da marca A Vida Portuguesa.

Para além do charme decorativo, as nossas "Andorinhas para Colar" também provam ter preciosos poderes "anti-embate". Como se pode verificar no blogue TO DIY OR NOT TO DIY. Aqui, numa janela algarvia.

Um "faça você mesmo" capaz de fazer levantar vôo a qualquer parede velha ou cansada. Ou como fazer um relógio de parede usando as Andorinhas Bordalo Pinheiro, um exclusivo da marca A Vida Portuguesa.

Para além do charme decorativo, as nossas "Andorinhas para Colar" também provam ter preciosos poderes "anti-embate". Como se pode verificar no blogue TO DIY OR NOT TO DIY. Aqui, numa janela algarvia.
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