podem muito bem aterrar numa secretária do The New York Times...
"The relatively new A Vida Portuguesa store in Intendente also proved to be a trove of Portuguese décor. “This is a place that definitely makes you want to buy stuff,” said Mr. Duarte, adding that although he isn’t usually an avid shopper, “I bought those pillow cases, that bath mat, I almost bought those melamine dishes.”
Near the entrance, the ceiling was covered with ceramic birds, handmade replicas of the andorinhas, or swallows, that have become a symbol of the country. The store sells two versions: one made in collaboration with Bordallo Pinheiro, the centuries-old ceramics factory, and a less-expensive version for those who prefer symbolism over provenance."
Rima Suqui
The New York Times
quinta-feira, 22 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Do tradicional comer
Os americanos têm a Julia Child, os ingleses a Delia Smith, nós temos a Maria de Lourdes Modesto. Uma diva da cozinha que nos tem ajudado a compilar e a desfrutar da magnífica culinária portuguesa. Aqui une os seus esforços aos de Afonso Praça, para nos brindar com receitas dos comeres que marcam presença nas festas da nossa gente. Numa obra que enquadra as ocasiões festivas e convida a passar à prática. Tarefa facilitada, de resto, pela fotografia de Nuno Calvet.
“Nem conjunto de ensaios etnográficos, nem recolha de receitas de cozinha, nem álbum de fotografias, Festas e Comeres do Povo Português acaba por ser um pouco de tudo isso, como de resto era inevitável”. Pura gula literária.
"Fruto de um exaustivo trabalho de pesquisa, Maria de Lourdes Modesto foi recebendo e compilando, durante anos, milhares de receitas que lhe chegaram de todos os pontos do país. Dessas, seleccionou as cerca de 800 que compõem esta obra, e que se lhes afiguraram como as mais representativas das várias regiões de Portugal, incluindo Açores e Madeira,
Um trabalho notável que desvenda os segredos da cozinha típica e tradicional portuguesa ciosamente guardados ao longo de gerações."
E, muito justamente, o livro de cozinha mais lido em Portugal, acrescentamos nós.
Disponível na nossa loja online.
A "mão divina" de Maria de Lourdes
"Se existe uma diva em Portugal, chama-se Maria de Lourdes Modesto. A senhora que ainda tem muito de menina foi uma estrela da televisão portuguesa e continua a ser uma referência incontornável na divulgação da boa gastronomia portuguesa - perguntem aos maiores chef's de todas as gerações, como Vítor Sobral ou José Avillez, muitos por ela lançados, e verão o que respondem.
Num país como Portugal onde as referências culturais são tão poucas - e uma delas, talvez a principal, é a gastronomia - só por disparate nacional é que se podem desperdiçar personalidades galácticas como Maria de Lourdes. Falo dela com este tom pessoal porque aqui há uns anos fui incumbido por Miguel Esteves Cardoso de a contratar como redactora principal da Preguiça, uma revista d' O Independente de que eu era editor. Recebeu-me em sua casa com a humildade que só os grandes têm e ficámos imediatamente amigos para toda a vida. Eu como fã. Ela como estrela, claro."
Paulo Pinto Mascarenhas
in "Atlântico"
terça-feira, 20 de maio de 2014
Comer bem
«A vida come-se quando é boa; come-nos quando é má. E às vezes, quando menos esperamos, também comemos com ela. Em Portugal, antes de todas as coisas, está o tempo. Este tempo. Este que ninguém nos pode tirar e a que os povos com tempos piores chamam, à falta de melhor, clima. Depois, há coisas que crescem por causa do tempo. Como o tempo é bom, são boas. E como as coisas são boas, os portugueses querem comê-las. E comem-nas bem comidas, o mais perto que possam ficar da nascença. Ou da cozinha. O resto pode ser do pior que pode haver no mundo. Não é. Mas pode ser, à vontade do freguês, conforme se quiser.
Que se lixe esse resto. Quando se come bem - quando se come a vida à nossa volta, com Portugal inteiro à nossa volta, a comer connosco - esse resto também não parece grande por aí além.
Que fique por saber como realmente se vive em Portugal. Mas que fique claro que comer, não se come mal. Que sirva este meu livro de gordo desmentido.
E o resto é como o resto. Ah, Portugal, nosso restaurante... Mas, quando se come bem e se está de barriga cheia, o resto que está mal é como o resto de um bom almoço.
Alguma coisa há-de fazer-se com ele.
Porventura deliciosa, se faz favor.»
"Em Portugal não se Come Mal"
Miguel Esteves Cardoso
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Em Portugal não se come mal
"Durante um mês vai-se falar de MEC e de todos os assuntos sobre os quais ele tem escrito desde sempre. Muita coisa, portanto, da música ao jornalismo. Mas queria chamar a atenção para um dia particularmente irresistível para quem se interessa por coisas de comida: a 24 de Maio, a partir das 17h, o Miguel vai conversar com Maria de Lourdes Modesto sobre vícios e confortos da alimentação nacional. O pretexto dessa vez é o livro de textos sobre comida Em Portugal não se come mal."
Alexandra Prado Coelho
"Mais Olhos que Barriga"
Público
quinta-feira, 15 de maio de 2014
ESCRÍTICA POP
O que têm em comum Rui Reininho, Pedro Ayres de Magalhães e Zé Pedro? Três figuras com uma marca musical forte que, em estilos musicais diferentes, souberam alimentar os sonhos de gerações recentes de portugueses.
E vão estar este domingo n' A Vida Portuguesa do Intendente a debater os anos de modernidade e mocidade do princípio dos anos 80, que Miguel Esteves Cardoso verteu para livro em ESCRÍTICA POP.
Da sinopse: No início dos anos 80, Miguel Esteves Cardoso escrevia sobre música nas páginas de "O Jornal", "Se7e", e na "Música & Som". Nesse período, dividia-se entre Lisboa e Manchester, o que lhe permitiu estar a par das novas tendências musicais que aí iam surgindo: Joy Division, Durutti Column, entre outros. Logo se destacou por uma escrita inteligente, perspicaz e, sobretudo, com grande sentido de humor, tendo tido muitos seguidores na área da crítica musical. Esses textos foram compilados e editados pela Querco em 1982, tendo rapidamente esgotado. Foi o primeiro livro de Miguel Esteves Cardoso. Com o passar dos anos e a crescente popularidade do seu autor, tornou-se uma obra de culto, com procura incessante da parte dos leitores. Aqui está, de novo, em reedição.
Nessa altura Fernando Assis Pacheco escreveu: "Há em Miguel Esteves Cardoso dois Miguéis Esteves Cardoso, o paciente recenseador de músicas que aqui se lê e o outro, o ficcionista, ainda sem estórias publicadas e não sei sequer se escritas. Mas que essoutro existe, aposto dobrado contra singelo: muitas das prosas críticas deste livro são já plots, fábulas, ficções, tudo servido por um uso pessoalíssimo da língua, não transmissível a epígonos.
Sobre músicas (e músicos) pode escrever-se de muitas formas. Nos melhores momentos de humor a técnica de Miguel Esteves Cardoso consiste em agarrar um rocker pelo pescoço, dar-lhe duas voltas no ar e batê-lo de encontro à rocha do estilo, como se fosse um polvo da beira-mar. Dessa crueldade pescadora salvam-se as paixões, bem entendido, e algum mito sobrenadando na babugem dos dias, mas que há-de ter cuidado porque da próxima leva na mona.
Do talento não falo: parece-me evidente, com o único senão de fazer uma legião de invejosos. Os dois - ou três, ou quatro - Miguéis Esteves Cardoso andariam avisados se tentassem, por uns tempos, o epigrama. Ou, mais modesta ainda, a interjeição."
Era o início dos anos 80. Uma banda de cinco rapazes não tinha pruridos em cantar a saudade, o fado, o amor e a paixão, em ser português numa altura em que o que estava na moda era estrangeiro. Chamavam-se Heróis do Mar e o facto de não quererem ser modernos só os tornava mais modernos ainda. Um desses cinco, que depois criaria também os Madredeus (esse sinónimo de Portugal à escala mundial), Pedro Ayres Magalhães, junta-se a Rui Reininho e Zé Pedro este domingo. O tema é a época da ESCRÍTICA POP do MEC.
Para nós, o Rui Reininho é como um membro da equipa. Porque viu esta casa nascer e crescer, comemorou um mítico Santo António connosco e nunca nos perdeu o rasto. Nem nós o dele. Este domingo vem ao Intendente para uma conversa com Pedro Ayres Magalhães e Zé Pedro a propósito da música, modernidade & mocidade em 1980-82. A propósito da celebração a Miguel Esteves Cardoso em que estamos a tornar este mês de Maio e da sua ESCRÍTICA POP.
Este domingo, o Zé Pedro dos Xutos vem à nossa alegre casinha para uma conversa com Rui Reininho e Pedro Ayres Magalhães. Sobre a música portuguesa dos fulgurantes anos 80, a propósito do nosso mês de celebração MEC e da sua ESCRÍTICA POP. Absolutamente imperdível!
Por ocasião da apresentação do novo livro de Miguel Esteves Cardoso, A Vida Portuguesa celebra a obra de um escritor que nos vem inspirando a todos.
Maio é mês de MEC n' A Vida Portuguesa
Sempre na Loja do Intendente
Largo do Intendente Pina Manique, 23
Sejam benvindos!
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Maio é mês de MEC na Vida Portuguesa
Por ocasião da apresentação do novo livro de Miguel Esteves Cardoso, A Vida Portuguesa celebra a obra de um escritor que nos vem inspirando a todos.
Sábado 3 Maio 17h
Lançamento do novo livro “Amores e Saudades de um Português Arreliado” com Miguel Esteves Cardoso e Catarina Portas
Domingo 11 Maio 10h30-19h30
Maratona de Leitura de “A Causa das Coisas”
150 convidados lêem em voz alta o primeiro e inspirador livro de crónicas do MEC, ao longo de todo um dia
Domingo 18 Maio 17h
A época da Escrítica Pop
Conversa com Pedro Ayres de Magalhães, Rui Reininho e Zé Pedro sobre música, modernidade & mocidade em 1980-82
Sábado 24 de Maio 17h
“Em Portugal não se Come Mal”
Miguel Esteves Cardoso conversa com Maria de Lurdes Modesto sobre vícios e confortos da alimentação nacional.
Sábado 31 de Maio 17h
Os anos de “O Independente”
Miguel Esteves Cardoso conversa com Paulo Portas sobre uma aventura jornalística e a vontade de mudar o mundo
Sempre na Loja do Intendente
A Vida Portuguesa
Largo do Intendente Pina Manique, 23
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