terça-feira, 15 de julho de 2014

Mimos ribatejanos

A dimensão geográfica do país poderia não deixar imaginar tanta riqueza e diversidade mas também já não é segredo para ninguém que em Portugal há zonas que se especializam em diferentes técnicas, produtos e preciosidades. Por isso, "O MELHOR DO RIBATEJO" visa precisamente pôr o foco sobre essas personagens "castiças, de personalidade bem vincada" que são os ribatejanos, e o que de melhor eles fazem: dos barretinhos de lã às tábuas de cozinha em pinho, das compotas de fruta aos queijos de cabra e ovelha, do azeite autêntico à flor de sal. Uma selecção destes artigos, de vincada produção artesanal, apresentada pelos muito típicos Chico e Rosa, já está disponível na loja do Intendente. E é um mimo!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

"Amazing store"

A Vida Portuguesa is "an amazing store with authentic Portuguese products. We wanted to buy everything! You cannot miss it when in Porto!"

Heroes & Creatives | The Blog

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Intendente em festa

O Intendente assume-se cada vez mais como um bairro inteiro, onde as compras da tarde são intercaladas com um copo entre amigos. E onde antes de um concerto há sempre tanta escolha para jantar ou petiscar. Onde já quase não se passa um dia sem um lançamento de um livro, uma inauguração de uma exposição ou um pulsar do nervo criativo. Está tudo aqui, cada vez mais. Este mês, até dia 27 mais precisamente, o Intendente está em festa constante. E nós também. Acompanhe tudo, dia a dia, aqui.

"E quem era o Intendente?
Diogo Inácio de Pina Manique (1733-1805) foi o célebre intendente-geral da Polícia, no reinado de D. Maria I. O largo tomou o seu nome por causa do Palácio, que lhe pertenceu, situado entre as travessas do Maldonado e da Cruz."

"Se quisermos ser rigorosos, o Intendente é só um largo que se situa no bairro dos Anjos", diz à Visão Sete Marina Tavares Dias, jornalista, escritora e conhecida olisipógrafa. A questão é que as culturas urbanas não se regem pelos mesmos rigores do saber e, por isso, as mudanças no Largo do Intendente parecem estar a expandir-se para as ruas adjacentes. Também foi assim no Bairro Alto, nos anos 80 do século passado, já há quem diga. "Para que a mudança seja eficaz, tudo tem que funcionar em consonância", comenta João pedro Vale que, com Nuno Alexandre ferreira, foi responsável pela curadoria da exposição Intendente, patente no mês passado em vários bares das ruas do benformoso e Anjos. E Marta Silva, da direcção artística do largo Residências, acrescenta: "Ainda há muito trabalho por fazer, até porque, se foi dada muita atenção ao largo, sempre fomos sensíveis também ao que se encontra à sua volta." Por causa de tudo o que está a acontecer, o coletivo Bairro Intendente, recém-criado e composto por moradores e comerciantes, quer trazer mais pessoas ao BI durante o mês de Julho." Sandra Pinto, revista Visão.



 

terça-feira, 8 de julho de 2014

O Intendente na Ponta dos Dedos


Sancha Trindade: Para confirmar que os actos de loucura e ousadia valem bem a pena na nossa cidade, (...) uma loja intemporal que é um testemunho vivo ao que de melhor se faz no nosso país. O palco maior de Catarina Portas sugerido pela revista Monocle.

Catarina Portas: Não acho que seja o meu palco mas antes de uma produção portuguesa de grande qualidade, sobretudo na área de casa. São coisas que nós fazemos muito bem como o têxtil, a cerâmica, a porcelana, a cutelaria, por aí fora. E são coisas que nós agora temos possibilidade de ter nesta loja, nas outras já não tinhamos espaço para elas. Mas agora estão aqui, e sim, têm esse palco muito maior.

ST: Com 500m2 a nova loja é um acto de irreverência.

CP: Eu acho que houve alguma dose de loucura nisto, por causa do contexto, da época e, se calhar, por causa também, por enquanto, do bairro em que estamos, que não é um sítio onde as pessoas venham às compras naturalmente. Está um bocadinho fora do circuito, mas também se não fosse fazermos as coisas, de vez em quando, com alguma dose de loucura, a vida também não tinha graça absolutamente nenhuma.

ST: Depois do Chiado e do Porto, nesta loja, há mais espaço para as marcas nacionais que confortam as casa portuguesas.

CP: Sendo que há muito mais espaço nesta loja, há muitos mais produtos e mais áreas também. A ideia desta loja é um prolongamento das outras, as outras tinham pequenos objectos, esta já é uma loja que abarca mais a área de casa. Portanto, nós continuamos a vender sabonetes mas agora também vendemos banheiras, continuamos a vender marmitas mas agora também vendemos fogões a lenha, por exemplo. Antes vendiamos pequenos saquinhos de alfazema, agora vendemos lençóis e por aí fora. Temos mais coisas e todas elas, eu acho, do melhor que Portugal faz.
Dalguma forma isto estava não planeado mas sonhado - são coisas diferentes. Eu queria muito evoluir, tendo feito o primeiro trabalho das lojas d' A Vida Portuguesa, queria aumentar as marcas que vendemos, os produtos, porque fui descobrindo coisas que eu gostava de vender. Infelizmente não tinha era espaço. Portanto, na minha cabeça sempre esteve este aumento de produtos, de loja. E por outro lado, um espaço destes, quando aqui entrei para mim era absolutamente óbvio, disse: "eu tenho que fazer aqui a loja mais bonita da cidade".

ST: A Vida Portuguesa será sempre uma morada de passagem obrigatória na cidade de Lisboa.


A Cidade na Ponta dos Dedos 
Para ver, o vídeo, aqui.

Vá pelos dedos da Sancha


Em 2006, Sancha Trindade criou um blogue que havia de se tornar numa declaração de amor. Como uma carta que se vai escrevendo, à medida que se descobrem novos motivos de espanto, admiração e entusiasmo no ser amado. Mesmo se o ser amado, como neste caso, é uma cidade, é Lisboa. Depois de contribuir para diferentes orgãos de imprensa (do Expresso à Vogue, passando pelo Diário Económico ou pela Vanity Fair) e assumindo-se sempre mais como contadora de histórias do que como jornalista, Sancha sentiu a necessidade de criar uma plataforma que fizesse justiça ao carácter vibrante e dinâmico desta Lisboa sempre antiga e sempre nova. Uma montra que, dos livros aos pratos, da moda à tecnologia, fosse pondo em foco aquilo que de melhora cidade tem para oferecer. Chamou-lhe "a cidade na ponta dos dedos".
Alfacinha que não esconde o orgulho de o ser, habituámo-nos a vê-la calcorrear as sete colinas a toda a volta, tão confortável a calçar um par de galochas como as distintas luvas da nossa estimada vizinha Ulisses. Havia um lançamento, uma abertura, uma novidade, a Sancha estava lá, com um energia contagiante, incansável a partilhar os acontecimentos das mais diversas áreas. E porque um entusiasmo destes não se queda nas delimitações geográficas, havia de acabar por se estender ao Porto, ao país e ao mundo. Recentemente, achou por bem alargar o conceito da plataforma ao Atlântico, e lá vai cabendo sempre mais dentro, com a possibilidade de dissecar marcas, produtores, o bem saber fazer.
Em 2014, já era altura de esta declaração de amor passar à televisão. Agora disponíveis a uma audiência mais alargada, o bom gosto e a elegância são exactamente os mesmos do primeiro dia, das primeiras linhas. Não há volta a dar-lhe, quem tem faro para as coisas belas (e boas), tem.


A plataforma Atlântica, em formato de televisão para o Económico TV e Canal 180, também disponível aqui.

domingo, 6 de julho de 2014

O nórdico que pôs a nossa livraria num desassossego só

"Imagine um norueguês, assim mesmo daqueles altos e loiros, a caminhar pelas ruas de Oslo nas últimas semanas de umas férias prolongadas. Vê uma loja para alugar. Qual é a ideia mais improvável que ele podia ter? Se respondeu: abrir uma livraria pop up para vender um único livro, sendo o título escolhido O Lívro do Desassossego de Fernando Pessoa, acertou. Porque foi isso mesmo que Christian Kjelstrup fez ao criar a Livraria do Desassossego.
mais improvável ainda: teve tanto sucesso que o livro foi reeditado na Noruega com direito a uma citação de Christian na capa - "o melhor livro do mundo" - e que acabou com um convite ao livreiro para vir até Lisboa. "Até me sinto constrangido de estar aqui a promover um livro que é vosso", explica. E não só veio dar conferências na Casa Fernando pessoa e dormir no quarto do próprio - "tenho medo de partir a cama, talvez durma na arca" -, como ganhou um espaço n' A Vida Portuguesa do Chiado para vender por uns dias... O Livro do desassossego, claro."