segunda-feira, 28 de julho de 2014

É hora da sementeira

João Gomes tinha outra vida antes de começar a percorrer as serras, arribas e campos de Portugal, perder-se entre plantas, arbustos e árvores, e tomar-lhe o gosto à séria. A recolher - e inspirar uma rede de recolectores - sementes de norte a sul do país, para lhes estudar as potencialidades: ornamentais, alimentares ou medicinais. Pelo caminho descobriu que em solo nacional existem para cima de quatro mil espécies autóctones, que é o que se diz daquelas que não se encontram em mais parte nenhuma do mundo (e que fazem do nosso índice de biodiversidade, tendo em conta a área geográfica, um dos mais elevados da Europa), cada vez mais usadas em projectos internacionais de paisagismo inovador. E foi aprendendo a diferença entre uma "Giesta Branca" e uma "Gilbardeira", que o "Alho Porro" não é só para o São João, que uma "Boa Escolha" também pode trazer uma espiga de flores incríveis e que as "Assembleias das Areias" não têm nada a ver com as férias dos deputados. Aos poucos, foi reunindo um catálogo de sementes (não hibrizadas ou sujeitas a manipulação genética) com garantia de origem e qualidade germinativa. Que agora também está à venda nas lojas A Vida Portuguesa, com o selo "Sementes de Portugal". Porque, no fim de todo este processo, João Gomes arranjou maneira de nos por todos a apreciar e colorir ainda mais este "jardim à beira mar plantado".


terça-feira, 22 de julho de 2014

COOLi

"Agora abrimos uma nova que é mais uma loja de casa, onde temos muito mais espaço, no Largo do Intendente. Já são quase 500m2 e aí já estamos a avançar para a área de casa. Portanto, em vez de vendermos só sabonetes, também já vendemos banheiras, e fogões e lençóis. Ainda por cima, são áreas em que Portugal fabrica muito bem, toda a área de casa. Dos talheres aos pratos e ao têxtil, são áreas em que nós somos muito bons e fazemos coisas com imensa qualidade."
"Eu fiz a loja para portugueses. Daí, eu acho, ela ter tanto sucesso com os estrangeiros. Porque os turistas não gostam de coisas feitas demasiado à medida. Ainda lhe sabe a alguma autenticidade, a loja. Sendo que nos últimos anos o perfil da clientela mudou um bocadinho porque os estrangeiros eram em menor número , obviamente, mas o portugueses começram a comprar menos e os estrangeiros entretanto também aumentou muito o número de turistas mas agora digamos que é fifty-fifty, metade-metade."

Catarina Portas no COOLi para rever aqui.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Um livro que é um património

A história da Ramos Pinto, contada ao pormenor e belissimamente ilustrada neste tomo de 336 páginas (e cinco quadrípticos de oito páginas cada) e 2.700 gramas. Uma edição luxuosa que faz um vistaço numa mesa de café e conta às gerações futuras um capítulo importante da tradição vinícola portuguesa. Custa 70 euros e oferece uma garrafa de 50cl de Adriano reserva. Um livro que é todo um património.


Em 1880, Adriano Ramos Pinto, um artista portuense de 21 anos, decidiu fundar uma empresa de vinho do Porto. Em 1896, o irmão António, fotógrafo, junta-se ao negócio e cedo decidem apostar no mercado brasileiro para o qual, nos anos 20, exportam já metade da produção. É certamente o espírito artístico destes irmãos que os leva a apostar numa imagem publicitária de traço ousado e invulgar qualidade, assinada por artistas portugueses e estrangeiros – hoje, um património com o qual nenhuma outra marca de Porto pode competir.

Nos 360 hectares que possui no Douro, a mais antiga região demarcada do mundo criada em 1756 pelo Marquês de Pombal, a Ramos Pinto produz as uvas dos seus próprios vinhos, assinados pelo reputado enólogo João Nicolau de Almeida: Porto Branco, Ruby e Tawny, para degustar como aperitivo ou digestivo. Desde 1990 parte do grupo Roederer, as caves e os escritórios intactos dos anos 30 desta grande marca justificam a visita no cais de Vila Nova de Gaia que, homenageando estes artistas do vinho, se chama aliás Av. Ramos Pinto.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Americano, o escritor. Português, o caderno


Paul Auster faz o elogio do Caderno Azul da Firmo (e de Portugal, "o último país secreto da Europa") no último número da revista UP (num texto de Maria João Guardão):
"Quando Sidney Orr entrou na papelaria do senhor Chang, em Brooklyn, e comprou um caderno azul, encadernado a pano, não sabia no que se estava a meter. O amigo John bem o avisou sobre o caráter dúplice do objeto, mas era ainda demasiado cedo e tudo corria bem. “De maneira que tirei a tampa da caneta, finquei o aparo na primeira linha da primeira página do caderno azul e comecei a escrever. As palavras vieram rápidas, fluentes, aparentemente sem grande esforço.” Umas páginas mais à frente, a “crueldade dos cadernos portugueses” haveria de se abater sobre o escritor em bloqueio de escrita que vive dentro d’A Noite do Oráculo*, décimo romance de Paul Auster (mais coisa menos coisa, depende de como se conta), publicado em 2003. Por esta altura já o verdadeiro autor teria cumprimentado Pessoa no Chiado, atravessado o Camões até o Calhariz, no seu passo de grande felino, e descoberto a papelaria forrada a madeira onde vivem os CADERNOS AZUIS DA FIRMO, que os começou a fazer em 1951. A produção dos antigos livros de fiado das mercearias, lisos, pautados ou quadriculados, ressuscitou com a referência e passou a ser outra vez fácil encontrá-los em papelarias e lojas de produtos portugueses, mas a patine daquele lugar original é difícil de superar."


terça-feira, 15 de julho de 2014

Loja ao mar!

Chega a nona edição do ILUSTRA, o Prémio de Ilustração da ETIC, e o palco deste ano é A Vida Portuguesa no Largo do Intendente. O tema a concurso era o MAR, os vencedores foram três e as menções honrosas também. Mas porque o que conta é desenhar, os demais concorrentes também vão estar expostos, entre 24 de Julho e 7 de Agosto. A ETIC continua a preparar os talentos do futuro e dá-nos oportunidade, todos os dias entre as 10h30 e as 19h30, de mergulhar neles.


Mimos ribatejanos

A dimensão geográfica do país poderia não deixar imaginar tanta riqueza e diversidade mas também já não é segredo para ninguém que em Portugal há zonas que se especializam em diferentes técnicas, produtos e preciosidades. Por isso, "O MELHOR DO RIBATEJO" visa precisamente pôr o foco sobre essas personagens "castiças, de personalidade bem vincada" que são os ribatejanos, e o que de melhor eles fazem: dos barretinhos de lã às tábuas de cozinha em pinho, das compotas de fruta aos queijos de cabra e ovelha, do azeite autêntico à flor de sal. Uma selecção destes artigos, de vincada produção artesanal, apresentada pelos muito típicos Chico e Rosa, já está disponível na loja do Intendente. E é um mimo!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

"Amazing store"

A Vida Portuguesa is "an amazing store with authentic Portuguese products. We wanted to buy everything! You cannot miss it when in Porto!"

Heroes & Creatives | The Blog