quinta-feira, 6 de novembro de 2014

High Life in Intendente

"Former journalist Catarina Portas has taken over the warehouse of the ex-Viúva Lamego tile factory for the second Lisbon outpost of her cult design store A Vida Portuguesa. A flight of ceramic swallows on the ceiling welcomes you in to browse cool homewares, including Alentejo blankets."

Célia Pedroso for High Life magazine

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Tarde de novidades

Herman José e Vanessa Oliveira apresentaram um programa "Há Tarde" todinho dedicado ao que de melhor se faz em Portugal. Catarina Portas explicou como a máquina calculadora se tornou num dos objectos essenciais da sua vida, sempre na sua mala desde 2004, quando a jornalista que era começou a tomar o gosto aos números (para se tornar na empresária que haveria de ser). Levou consigo cabazes d' A Vida Portuguesa e algumas das marcas que, à procura de um espaço entre o comércio local e as grandes superfícies, foram "introduzidas a um público novo". E ainda teve oportunidade de falar nos novos lançamentos para o Natal de 2014: a mini-máquina de furos da Regina e a nova linha de colónias da Claus Porto, com uma imagem inspirada num "arquivo com mais de 120 anos".

Catarina Portas: "Estas são réplicas perfeitas das máquinas antigas. Havia um problema muito grande. Durante anos a Regina queria relançar a máquina de furos e embatia sempre num problema: era considerado um jogo de azar e tinha que lá estar um representante do governo civil para se fazer o furo. Mas depois lá alguém achou que não era bem assim, aliás porque não há azar, só há sorte, sai sempre alguma coisa. E este é o novo lançamento da Regina para este Natal, que é a mini-máquina de furos. Que se pode levar para casa, vem com os chocolates todos que são os prémios, que dão uma sobremesa óptima, um jogo para quando se tem festas de anos ou de Natal, é muito divertido e tem um preço bastante económico."

Herman José: "Era das coisas que eu mais gostava na vida, poder fazer estes furinhos. Mas fazia sempre batota porque ia com as minhas primas e dizia "não, eu é que vejo quais é que são as bolinhas que saíram a alguém". E quando saía a dourada era sempre minha.
Isto é um conceito absolutamente maravilhoso. O amigo telespectador repare neste delicioso grafismo e neste design dos anos 40/50 que passou a ser outra vez completamente contemporâneo. É tão giro, tão giro, tão giro."
Catarina Portas: "Outra coisa que nós vamos fazer em colaboração com a Regina este Natal é relançar o primeiro rótulo da Regina. É uma tablete linda, porque a Regina nasceu para ser chique, como o nome indica. Estas são dos anos 30, são os chocolates que fizemos com a Regina há dois anos, que dizem mesmo "chocolate confortável para os turistas" e eram exactamente assim, isto é um fax-simile."

Agua de Colonia Claus Porto

A nova linha na loja do Intendente.
Há as marcas que ficam presas no passado e depois há as outras, como a Ach Brito, que continuam a reinventar-se. Como prova a nova linha de Águas de Colónia Claus Porto, inspirada na sua história centenária mas adaptada aos dias de hoje: seis fragrâncias unissexo, que vão da frescura da menta à exuberância das mil e uma noites.Já descobriu a sua?

Agua de Colonia nº1 Bergamot & Vetyver: clássica e sofisticada, deixa um rasto intenso, elegante e timidamente envolvente.
Agua de Colonia nº2 Oriental Bloom: poderosa, atrevida e sedutora é a assinatura desta composição frutada e floral.
Agua de Colonia nº3 Arabian Wood: sob o signo da luxúria, um perfume quente que revela o mistério das mil e uma noites árabes.
Agua de Colonia nº4 Spearmint Tea: entre frescura e sensualidade, transparência e profundidade, esta fragância propõe um mergulho na natureza.
Agua de Colonia nº5 Geranium Sandal: doce e audaciosa, desafia os sentidos graças à combinação sublime da bergamota, do gerânio e do ylang.
Agua de Colonia nº6 Luxurious Ebony: a opulência do ébano e a sofiticação da bergamota provocam uma fragância única, vibrante e repleta de exotismo.

A Ach Brito é um modelo inspirador para quem queira abrir um novo negócio em qualquer parte do mundo. É a Monocle quem diz.

 

"CLEAN SWEEP
VILA DO CONDE

Company: Ach Brito
Location: Vila do Conde, Portugal
Founded: 1918
NUmber of employees: 50
Number of premises: 2
Family members involved: fourth-generation Aquiles Brito
Bestselling product: Citron Verbena Claus Porto bath soap

Quote: "It's important to start the next generation on the lowest rung of the ladder"


For Aquiles Brito (bottom, on right), the sweet smell of success is a daily occurrence. As the owner of family-run Portuguese soap maker Ach Brito, his typical workday sees him surrounded with the aromas of almond, honey suckle and wild orchid, a few of the scents offered in his brand's line of toiltries that well-groomed locals have used for generations.
"We've been through the Great Depression, World Wars and the (Carnation) Revolution with customers," says Brito, dipping his nose into a mixer to sniff the lemony notes wafting out of the machine. "It's an intimate relashionship - after all, our products end up in people's bathrooms."
Founded in 1918 by Brito's great-grandfather, the company's range includes bathing and laundry soaps, a popular lavender fragrance first sold in the 1920s and even a speciality soap made with pine tar for people who suffer from eczema. Tradition is taken seriously at the company, with several mechanical machines from the 1940s favoured over fancier automated production.
"There are no computer viruses to worry about," says Brito, pointing to a sorting machine with its engine hissing and thumping as it guides rectangular-cut bars along at a pedestrian pace for packaging. "We aren't after 24/7 production. Most soaps are still wrapped by staff. It goes from their hands to the customer's hands."
This approach has been a safe bet for the company's bottom line - revenues top €5m a year with the brand expanding overseas in recent years with its premium collection of Claus Porto bars made from natural ingredients, individually wrapped and sealed with wax.
Operating in a sector dominated by multinational conglomerates, Ach Brito's philosophy (and future) is grounded in its family set-up. "To prepare the next generation you need to be careful - they can be used tio having too much money," says Brito. "It's important to start them on the lowest rung of the ladder - they need to work at the warehouse and then move up."
With two sons it would seem that the future of brito's company is in good hands but the fourth-generation soapmaker doesn't have expectations. "I don't want to put any pressure on them to run the business; they have to decide. It's a company that was founded in 1918 and as the owner you feel an obligation to carry on this tradition. The family name is the company and consumers treat your products differently because behind it is a story and a family."

Family affair:
"Staying in the same family's hands has been a success for us. But while it's important to acknowledge our heritage as a strength, looking back on the past is not the way a business continues to be successful. Success is built on hard work, which requires us to constantly look for ways to improve." Aquiles Brito

terça-feira, 4 de novembro de 2014

"A really special shop"

"We finished our weekend break back in Porto with a visit to A Vida Portuguesa, a really special shop that is the brainchild of ex-journalist Catarina Portas, a passionate advocate of Portuguese brands. The shop is filled with products created and made in Portugal, often with original vintage packaging handed down through generations. We spent a happy hour browsing the stacks of brightly wrapped soaps and colourful notebooks, along with traditionally packaged olive oil, sardines and coffee." 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ainda se vendem azulejos assim (também n' A Vida Portuguesa)

"Já não se fazem paredes assim. Na loja Cortiço & Netos há centenas de padrões que já não se fabricam e uma grande vontade de investigar a sua história.

Quando em 1979 Joaquim José Cortiço começou o negócio da compra e venda de linhas descontinuadas de azulejos industriais portugueses, provavelmente não imaginava estar a reunir um precioso acervo para memória e património futuros. Grande parte dos conjuntos sobreviveram ao encerramento das unidades que os fabricaram - como a mítica Fábrica de Loiça de Sacavém - e estão agora nas mãos dos netos de Joaquim José Cortiço, que se encarregaram de dar continuidade ao negócio do avô (que morreu em 2013). A loja Cortiço & Netos trouxe o espólio de Benfica para a Mouraria e juntou à actividade comercial a sua conservação, divulgação e investigação. Daí que os netos tenham decidido, em paralelo, criar a Associação para a Interpretação do Azulejo Industrial (AIAI).

"Não há muita informação sobre o azulejo industrial. O Museu do Azulejo conhece a nossa colecção e diz que tem bastante interesse", explica João Cortiço, um dos netos e um dos quatro irmãos que gerem o estabelecimento e todo este acervo. A pouca informação existente sobre esse tipo de azulejaria faz com que a quantificação, classificação e atribuição de um valor artístico seja difícil de estabelecer. "Contámos num primeiro inventário informal 900 padrões diferentes. Mas provavelmente serão mais". Na loja estarão representados cerca de 100, de uma colecção que abrange azulejos produzidos entre os anos 1950 até à altura em que a maioria das fábricas fechou, nos anos 1990. "Gostava muito que se fizesse essa investigação: como é que se pode passar dessa produção para uma quase não existência, em menos de 15 anos?", desabafa. As paredes da Cortiço & Netos vão lembrando esses tempos de glória da produção de cerâmica exibindo também quadros com recortes dos nomes de antigas fábricas. Além disso, a família esforça-se por manter as colecções, adquirindo peças em falta e reservando, pelo menos, 22 exemplares do mesmo desenho, um para amostra e os outros para o padrão. Está ainda para breve a criação de uma base de dados, com o registo fotográfico dos azulejos e sua organização por categoria, data e fábrica de origem. 

São, de resto, estas as bases de tudo e as de 15x15, tipicamente portuguesas, as de 20x20 e as de 11x11 as jóias da coroa, segundo João Cortiço. As decorações de cada azulejo também variam, indo desde as reproduções dos desenhos mais tradicionais, azuis e brancos, aos padrões gráficos e geométricos, coloridos ou monocromáticos. A sua autoria é desconhecida, mas os irmãos Cortiço, que têm quase todos formação na área do design e da ilustração, suspeitam que tenham sido os próprios arquitectos a desenhá-los.
 
Reinterpretação
Apesar do interesse histórico, a Cortiço & Netos não quer ser um depósito patrimonial. A ideia é revitalizar o uso destes azulejos. E isso começa logo com os pedaços que muitas vezes se partem no transporte entre o armazém, situado em Alenquer, e a loja, em pleno centro lisboeta. "Usamos uma máquina de corte para dividir em quatro e retirar os quadradinhos pequenos que saem inteiros". João Cortiço refere que, por vezes, é possível isolar um detalhe do azulejo nesse processo e que os turistas - os que actualmente mais visitam o espaço - chegam a levar 10 destes, de cada vez. À procura de pormenores que enriqueçam os seus projectos com um toque de autenticidade vão também muitos arquitectos e decoradores de interiores. Já a maioria dos clientes particulares nacionais continua a procurar os azulejos para pequenas reparações e substituições: alguns deles fregueses antigos, ainda do avô Joaquim José Cortiço.

Jóias da Coroa  
Tabuleiros de madeira forrados a azulejos, combos de quatro quadrados diferentes, bases para copos e para quentes e, mais recentemente, mesas com tampo em azulejo são alguns dos produtos que a loja vende, além das unidades avulso."

Os netos do senhor Cortiço na Time Out