O Ratinho que, desde 1945, vem ensinando as contas da tabuadas a várias gerações de portugueses, acompanha a evolução dos tempos com esta nova série que inclui, entre outros, um "Manual de Economia". Que troca por miúdos (e para miúdos) as novas dinâmicas dos mercados comerciais, num manual de apoio de acordo com os conteúdos do currículo do ensino básico. Mais uma produção da Papelaria Fernandes, há 123 anos a ajudar-nos a fazer as contas à vida.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
"Fernandes: Uma papelaria histórica preparada para conquistar o futuro"
"A sebenta, o bloco cavalinho, a tabuada Ratinho, há produtos que há muito atravessam gerações na Papelaria Fernandes. Ainda hoje estão nas montras, pois mesmo a olhar para o futuro, a mais popular papelaria de Lisboa não esquece o passado. E mesmo que tentasse José Pinto não deixaria. São 45 anos de histórias, aventuras, bons e maus momentos que também retratam uma parte dos 123 anos da Papelaria Fernandes.
O ano de 1969 pode parecer longínquo, mas quando Pinto (como é conhecido) fala daquele primeiro dia, parece que tinha acontecido ontem, tal é a forma pormenorizada que se recorda. Lembra-se como fez as contas todas certas – e “não era há moda da escola”, mas os “mais velhos” tinham-lhe explicado como se fazia – e como o chefe não quis ficar com ele. “Fizeste tudo bem, mas onde é que já se viu um canhoto a um balcão. Não serves para isso”, disse-lhe. O momento apenas reforçava o trauma de ser canhoto, que já vinha do tempo da escola, mas outros trabalhadores acabaram por convencer o patrão a ficar com Pinto. “Oh rapazinho, anda cá. És canhoto, mas podes servir para outra coisa”, disse-lhe.
O ano de 1969 pode parecer longínquo, mas quando Pinto (como é conhecido) fala daquele primeiro dia, parece que tinha acontecido ontem, tal é a forma pormenorizada que se recorda. Lembra-se como fez as contas todas certas – e “não era há moda da escola”, mas os “mais velhos” tinham-lhe explicado como se fazia – e como o chefe não quis ficar com ele. “Fizeste tudo bem, mas onde é que já se viu um canhoto a um balcão. Não serves para isso”, disse-lhe. O momento apenas reforçava o trauma de ser canhoto, que já vinha do tempo da escola, mas outros trabalhadores acabaram por convencer o patrão a ficar com Pinto. “Oh rapazinho, anda cá. És canhoto, mas podes servir para outra coisa”, disse-lhe.
Tinha 13 anos e muitas das histórias começam com a expressão “oh rapazinho”, como Pinto era tratado pelo seu chefe. Tudo era diferente na época e a forma como gosta de descrever é: “O tempo andava mais devagar nessa altura.” Refere-se à convivência entre empregados e clientes, às verdadeiras tertúlias que aconteciam espontaneamente porque muitos eram os que iam à papelaria comprar, mas que ficavam muito mais tempo só para conversar.
Relembra como as filas na loja Largo do Rato, onde trabalhou a maior parte do tempo, estendiam-se a perder de vista à hora de almoço, à espera da abertura das portas às 15 horas, quando as aulas começavam; os quilómetros que andava para entregar as encomendas ou como o chefe tinha pena e no inverno dava-lhe (e aos colegas) dinheiro para o autocarro; as “coboiadas” que ele e os colegas, também jovens, armavam quando estavam a arrumar material no armazém; e dá especial ênfase à obrigatoriedade de usar o fato completo: “Nem com calor podíamos tirar o casaco.” Isto até ao pós-25 de Abril quando foi a “anarquia total” no visual dos trabalhadores da Papelaria Fernandes.
Mas as calças… as calças de riscas que custaram 300 escudos marcam o início da carreira de Pinto na loja. “Eu vinha de uma família bastante humilde. Tinha a roupa dos miúdos daquela altura”, começa a contar. Depois de vestir uma camisa e gravata amarela que lhe foram emprestadas por outros colegas, aquelas calças era o sonho de Pinto para ficar mais elegante para trabalhar. “Ainda me lembro, era a loja ABC. Convenci a minha mãe a deixar-me comprar as calças.” O ordenado começou nos 200 escudos e foi subindo até aos 500 e como era menor, tinha direito a duas semanas de férias, enquanto os mais velhos só tinham uma. “Vim todo aprumado com a gravata e casaco azul [e as calças] e ouço: ‘Oh rapazinho, anda cá. Você hoje veio atrasado.’ Não, estou cá há muito, respondi. ‘Como é que não veio atrasado se ainda traz as calças do pijama? Vá já a casa mudar as calças.’ E agora? Como é que dizia à minha mãe que as calças não serviam para o trabalho?”
A carreira de Pinto foi progredindo e desempenhou muitas funções na Papelaria Fernandes. Aliás, deverá ter havido pouco que não tenha feito. As histórias de José Pinto multiplicam-se, sempre passando a ideia que então havia grande camaradagem entre os trabalhadores, que chegaram a ser 1500. As partidas eram muitas, de tal forma, que Pinto chegou ao ponto de desconfiar quando lhe pediram para ir comprar uma pedra para os calos. “Pensava que estava a brincar, mas afinal a pedra existia mesmo.”
Recorda como era proibido ter música e ele e mais uns rapazes improvisaram uma canções, fazendo o chefe pensar que tinham um rádio escondido. Ou então quando partiram uma televisão da senhora da ervanária, a quem tinham pedido emprestado para ver o Benfica, ou como resolveram enganar o rapaz madeirense, dizendo-lhe que a única forma de abrir uma torneira era dizer “abre-te sésamo” (havia um pedal que fazia a água sair). Esta última partida valeu-lhe a chamada do pai à papelaria e umas horas de medo, pois Pinto pensava que ia bater-lhe, o que não aconteceu.
Naquela época o cliente não mexia nos produtos. Ia ao balcão e pedia o que queria, nem que fosse apenas uma borracha. Até havia uma área dedicada apenas aos militares. Os mais novos tinham a função de fazer a reposição do material. Aproximava-se o 25 de Abril e Pinto recorda como o Largo do Rato viveu uma “fase tremida a nível político”. “Era o pandemónio com a polícia. Quando o comissário batia com a varinha no vidro, já sabia que tinha de tapá-los com papel cenário. Tapava-se as montras para as pessoas circularem.”
Depois do 25 de Abril também a Papelaria Fernandes entrou numa nova era, com os trabalhadores a reinvidicarem outros direitos (“com alguns concordava, outros não”, diz Pinto). À luta pelas 44 horas e às greves junta-se a “anarquia total” (como lhe chama) na forma como os empregados se apresentavam para trabalhar. Se então o casaco até já nem era obrigatório, o fato ficou completamente esquecido e deixou-se crescer o cabelo e o bigode, o que anos antes era impensável e completamente proibido.
Os anos 70 marcaram também a chegada das primeiras máquinas, começando a substituir o trabalho até então 100% manual. Mais tarde houve mesmo uma formação em computadores que Pinto participou, mas admite que gostaria de ter aprendido melhor. “Os mais velhos questionava para que serviam e eu devia ter ligado mais a isso.”
Em 45 anos conheceu várias figuras públicas, algumas só mais tarde ocupariam cargos de relevo na política, por exemplo. Amália Rodrigues, General Costa Gomes, Maria José Morgado, Maria de Lurdes Pintassilgo ou Manuela Ferreira Leite, são apenas alguns dos nomes que se recorda.
Quando a Papelaria Fernandes começou a abrir lojas em centros comerciais, José Pinto esteve envolvido em dois momentos que considera um dos mais felizes da sua carreira e outros um dos mais tristes. Esteve na abertura da loja no CascaisShopping e depois no seu encerramento, numa altura em que a papelaria entrou em insolvência e Pinto chegou mesmo a ir para o fundo do desemprego, em agosto de 2010. “Chorei que nem uma criança”, conta. Mas foram só três meses, pois houve quem não quisesse deixar morrer uma marca centenária e deu início a uma nova vida da Papelaria Fernandes, que pode já não contar com muitos dos seus trabalhadores (“era uma escola”, salienta José Pinto), mas foi buscar alguns, pois a sua experiência tem sido valiosa para a nova fase da história da papelaria. “Agora já não almoçamos todos juntos, a seguir não vamos todos beber um copo, pois cada um tem o seu horário. Outros tempos…”, desabafa Pinto, que diz também já não fazer tantas partidas, versão imediatamente desmentida por Jorge Leal, o diretor comercial.
Pinto continua na loja do Largo do Rato, uma das cinco existentes em Lisboa, numa altura em que a Papelaria Fernandes vai renascendo, mantendo a ligação às suas raízes, mas com olhos no futuro, como exemplifica a aposta na representação exclusiva de uma marca italiana, a Campo Marzio, que está à venda na loja da Rua do Ouro, número 167, desde o final de outubro.
Jorge Leal explica que foi um acionista que não quis deixar cair a marca Papelaria Fernandes e criou a Papetarget. As lojas da Rua do Ouro e do Largo do Rato nunca chegaram a fechar e foram o ponto de partida da nova vida. 12 pessoas começaram essa fase. Hoje são 28.
Se há produtos que seria estranho não ver na Papelaria Fernandes, Jorge Leal salienta que além do reforço do material já amplamente conhecido, olha-se agora para o estrangeiro e a Papetarget já é representante exclusiva da Nunna, além da Campo Marzio. No caso da Nunna, marca alemã, os notebooks coloridos apontam a um público diferente, sendo bem diferente dos tradicionais Flecha, que continua a ser muito procurados.
Já a Campo Marzio traz para Portugal material de escrita e complementos de escritório “muito fashion”, como descreve o diretor comercial. “Não tem nada a ver com o produto tradicional”, garante. Malas, porta-chaves, encontra-se um pouco de tudo, “com design muito italiano, com muita cor e não de preço elevado”. São passos que a Papelaria Fernandes vai dando rumo a uma nova consolidação da marca, para já em Lisboa, mas para o futuro há muita confiança."
ELISABETE SILVA
A 13 de Maio n' A Vida Portuguesa
A caixa "Milagre" integrava as primeiras séries de selecções de surpreendentes artigos portugueses que começaram a fazer A Vida Portuguesa. Tivemos que deixar de a vender à medida que partes do seu conteúdo iam sendo descontinuadas - e não haviam santinhos que nos valessem. Mas saiba que ainda hoje, tantos anos volvidos, pode vir cá, fazer a sua própria escolha e criar a sua (ou dos seus amores) especialíssima caixa única. Seja 13 de Maio ou outro dia qualquer. Com ou sem intervenção divina - deixamos isso ao seu critério.
A Vida Portuguesa
Chiado | Intendente | Mercado da Ribeira | Porto
http:// loja.avidaportuguesa.com/ pt/
A Vida Portuguesa
Chiado | Intendente | Mercado da Ribeira | Porto
http://
segunda-feira, 11 de maio de 2015
As Caldas de Bordalo
Passeio do Centro Nacional de Cultura: sábado, 23 de Maio
“A vida de Rafael Bordalo Pinheiro está intimamente ligada às Caldas da Rainha, onde em 1884 estabeleceu a sua fábrica de cerâmica. Aproveitando o lançamento do livro de Isabel Castanheira, As Caldas de Bordalo, o Centro Nacional de Cultura em colaboração com o Museu Bordalo Pinheiro /Câmara Municipal de Lisboa, promove uma visita às Caldas da Rainha, tendo como enfoque os vestígios bordalianos.
Bordalo escolheu as Caldas para fazer a sua fábrica por considerar ser esta a região do país com melhores condições de produção, onde já havia uma importante tradição barrista. Foi aqui que realizou as suas mais conhecidas obras cerâmicas, passando o seu imaginário delirante magnificas peças de barro.
Vamos passear com Bordalo e visitar alguns edifícios com azulejos da sua autoria e também os Museus onde a sua obra está guardada: O Museu Malhoa, a Casa Museu San Rafael e o Museu de Cerâmica. A visita será guiada pela própria autora e grande especialista da obra de Bordalo Pinheiro. No dia 16 de maio terá lugar o lançamento do livro no Museu Bordalo Pinheiro em Lisboa.”
Mais informações e inscrições:
alexandra.prista@cnc.pt ou 213 466 722
alexandra.prista@cnc.pt ou 213 466 722
"Quando a cerâmica é rainha e o Zé Povinho manda"
"Criada por Raphael Bordallo Pinheiro em 1884, a mais emblemática fábrica de cerâmica em Portugal viveu vários momentos de glória e também de aflição financeira. Esteve nas mãos da família Bordallo Pinheiro até 1920. Em 2009 quase fechou portas mas foi comprada pela Visabeira que a revitalizou.
No mesmo ano em que Portugal assiste ao nascimento do Partido Socialista e Eça de Queiroz publica o célebre romance O Crime do Padre Amaro, é criado o boneco dos bonecos da arte popular portuguesa, o Zé Povinho, figura marcante da caricatura de Raphael Bordallo Pinheiro. De calças remendadas, botas rotas, cabeleira farta e desarrumada, incarnado num boçal camponês analfabeto, eterna vítima da classe política, usando o manguito para exprimir a sua raiva, o Zé apareceu pela primeira vez a 2 de junho de 1875 nas páginas d’A Lanterna Mágica, um dos jornais humorísticos que Bordallo dirigiu e ilustrou. Esta figura está intimamente associado à cerâmica das Caldas, nomeadamente à Fábrica Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, que o próprio ceramista, ilustrador e caricaturista criou em 1884, juntamente com o seu irmão Feliciano, com o propósito de revitalizar as artes tradicionais da cerâmica e do barro. Além da fábrica, Bordallo decidiu construir um espaço amplo, bonito, com qualidade de vida para os trabalhadores, que chegaram mesmo a ter uma escola primária para os seus filhos, tal a importância que a empresa assumia.
O Zé (também batizado por “Toma”), figura identificativa do povo português, criticando de forma humorística os principais problemas sociais, políticos e económicos do País, é retratado em cerca de 300 diferentes desenhos, em distintas poses, com ou sem manguito. A Fábrica, desde 2009 nas mãos da Visabeira, continua a inovar e criar produtos contemporâneos, faianças decorativas com motivos e ambientes tradicionais e manteve o espírito crítico do seu fundador. A prova disso, foi que continuou a lançar o famoso boneco, adaptado aos tempos. Um dos últimos, em 2011, um “Toma” à Moody’s, a agência de notação financeira que baixou o rating da dívida portuguesa para o nível de lixo.
Atualmente e passados 130 anos da sua criação, a mais famosa fábrica de cerâmica do País dá emprego a 173 pessoas, que são responsáveis pela saída, diariamente, de cerca de 3000 peças, desde as decorativas, as de mesa e peças de edições especiais.
O trabalho que se faz nas Caldas permite uma faturação de 3,4 milhões de euros, permitindo desta forma a saúde financeira da empresa. Mas esta não foi sempre a realidade da Bordalo Pinheiro, que apesar do reconhecimento nacional e internacional das suas peças, que lhe valeram uma série de prémios e homenagens – medalha de ouro na Exposição Colombiana de Madrid (1892), em Antuérpia (1894), Paris (1900) e EUA (1904), a título individual Bordallo Pinheiro recebeu a medalha de prata e o grau de Cavaleiro da Legião de Honra, pelo trabalho no Pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Paris – esteve em risco de fechar as portas por diversas vezes.
O trabalho que se faz nas Caldas permite uma faturação de 3,4 milhões de euros, permitindo desta forma a saúde financeira da empresa. Mas esta não foi sempre a realidade da Bordalo Pinheiro, que apesar do reconhecimento nacional e internacional das suas peças, que lhe valeram uma série de prémios e homenagens – medalha de ouro na Exposição Colombiana de Madrid (1892), em Antuérpia (1894), Paris (1900) e EUA (1904), a título individual Bordallo Pinheiro recebeu a medalha de prata e o grau de Cavaleiro da Legião de Honra, pelo trabalho no Pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Paris – esteve em risco de fechar as portas por diversas vezes.
Mais recentemente a falência só não aconteceu porque a Visabeira, a pedido do antigo ministro da Economia, Manuel Pinto, a salvou da falência, em 2009, e lhe deu uma nova vida.
Nuno Barra, diretor de marketing e design externo da Bordalo Pinheiro, diz que o investimento feito pela Visabeira na fábrica caldense já “superou largamente os dois milhões de euros”. E, segundo explica, verificou-se em várias áreas da empresa, nomeadamente na “reparação e modernização de equipamentos, na reparação de diversos fornos de cozedura, obras de requalificação da unidade fabril e da loja, impressão de vários materiais de comunicação, individualização de um atelier de pintura artística, na melhoria dos equipamentos usados nos armazéns, na recuperação, restauro e criação de novos moldes e madres, entre outras medidas”.
Nuno Barra, diretor de marketing e design externo da Bordalo Pinheiro, diz que o investimento feito pela Visabeira na fábrica caldense já “superou largamente os dois milhões de euros”. E, segundo explica, verificou-se em várias áreas da empresa, nomeadamente na “reparação e modernização de equipamentos, na reparação de diversos fornos de cozedura, obras de requalificação da unidade fabril e da loja, impressão de vários materiais de comunicação, individualização de um atelier de pintura artística, na melhoria dos equipamentos usados nos armazéns, na recuperação, restauro e criação de novos moldes e madres, entre outras medidas”.
Os mercados internacionais, sobretudo Estados Unidos, França, Alemanha e Dinamarca, representam atualmente 60% das vendas da Bordalo Pinheiro (em 2009 representavam 35% da faturação). E há novos mercados, com grande potencialidade, para explorar, na América Latina.
Projetos para o futuro também não faltam, como explica ao DN Nuno Barra: “Temos vários projetos em curso, vários ligados à arte a ao design. Aliás lançámos recentemente e com grande sucesso, a coleção Sardinhas by Bordallo Pinheiro, que esta a ser um grande sucesso. Temos a continuação das coleções com artistas internacionais e muitos outros projetos que vão projetar a marca ainda mais a nível internacional. Queremos que a Bordallo seja uma marca ligada à arte e ao design, com produtos diferenciadores e sempre dentro do seu território/ADN para assim dar continuidade ao que Rafael idealizou.”
Sílvia Freches
Verde, que te quero couve
As peças de cerâmica representando folhas de couve estão entre as mais distintivas e reproduzidas das criações bordalianas. De tão apreciadas, foram adaptadas a pratos, tigelas, taças, chávenas e afins. Como a terrina em questão.
A Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro é a preciosa herdeira da Fábrica de Louça das Caldas Fundada pelo genial desenhador e caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro em 1884. Até à sua morte, em 1905, aí tentou um projecto artístico invulgar de investimento industrial e simultaneamente de procura de um certo espírito de ser português. Aí se continuam a reproduzir as peças dessa extraordinária colecção de faianças, inspirada e aumentada, dos pratos lagosta aos serviços repolho.
Verdadeiros rótulos de arte
Finalmente, um amor aos rótulos capaz de rivalizar com o nosso. O brasileiro Carlos Cabral começou aos 13 anos uma colecção dos de vinho do Porto que já vai nos nove mil exemplares. E muitos deles são “verdadeiras obras de arte”.
“Ao Observador, conta que Portugal é o único país no mundo que tem uma “representação líquida”. “O Porto é a maneira líquida de representar o português”, diz, divertido. E acrescenta: “O vinho do Porto deveria ser para Portugal aquilo que o Carnaval é para o Brasil.” Na hora de beber o seu vinho do Porto diário, Carlos Cabral tem o seu momento solene do dia. “São os meus cinco minutos de glória”, diz.”
“Ao Observador, conta que Portugal é o único país no mundo que tem uma “representação líquida”. “O Porto é a maneira líquida de representar o português”, diz, divertido. E acrescenta: “O vinho do Porto deveria ser para Portugal aquilo que o Carnaval é para o Brasil.” Na hora de beber o seu vinho do Porto diário, Carlos Cabral tem o seu momento solene do dia. “São os meus cinco minutos de glória”, diz.”
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