sexta-feira, 1 de julho de 2011

Correr mundo

"Conservando as qualidades que fizeram a sua lenda, muito confortáveis, incrivelmente resistentes e giros que se farta, os ténis SANJO estão de volta, com a ambição de alcançar o mundo e correr com a concorrência, estrangeira inclusive. Porque não?" Agora disponíveis, em todo o seu colorido, também na loja online.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A lei da rolha. Reinventada.

Inventiva base para quentes, reutilizando rolhas de garrafa usadas ou enviadas expressamente para o efeio pelas caves do Douro. A cortiça é famosa pela sua resistência a toda a prova, enfrentando estoicamente os mais quentes fundos de panelas e/ou afins. E se Portugal é o maior produtor de cortiça no mundo, faz sentido reutilizá-la com elegância e engenho. Nas lojas A Vida Portuguesa, Lisboa, Porto e online.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Dá cá um balão

Data de 1517 o registo da primeira Festa de São João em Portugal, no município de Braga, numa adaptação religiosa das celebrações do solstício do Verão. O hábito depressa se espalhou pelo norte do país, qual fogo que se propaga em tempo quente (ou qual fogueira que apetece pular). No Porto, os moradores dos bairros populares depressa se organizaram para angariar fundos e engalanar devidamente as ruas.

Nas Fontainhas surgiu uma cascata que haveria de ficar famosa e chamar curiosos de todas as partes da cidade. Os mercados locais começaram a registar uma procura nunca vista de plantas e ervas medicinais, como os manjericos, a alfazema, a erva-cidreira, o azevinho e, claro, o alho porro (ou alho de São João, que haveria de se tornar um amuleto indispensável a qualquer celebração joanina que se preze. O alho haveria de ser o precursor do martelo de plástico, uma forma divertida de espantar possíveis tendências agressivas, batendo na cabeça de quem festeja no arraial ou passa na rua.

Felizmente, o martelo não conseguiu destronar o alho no coração dos tripeiros e, hoje em dia, ambos coexistem pacificamente. Da mesma forma, também se continuam a honrar maior parte das tradições sanjoaninas, a que se juntou o espectáculo de fogo de artifício que atrai milhares de pessoas à Ribeira todos os anos. Tudo para celebrar este estimado santo e o poder sagrado do bailarico.

Fonte: "Festas e Tradições Portuguesas" de Jorge Barros e Soledade Martinho Costa. Círculo de Leitores.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Fogueiras no céu

"Ó São João, d'onde vindes / Pela calma, sem chapéu? / Venho de ver as fogueiras / Que me fizeram no Céu.

Vamos raparigas todas / Ao rosmaninho, que cheira, / Na noite de São João / A fazer uma fogueira.

O altar de São João / É como um jardim de flores, / Enfeitado pelas moças / Com sentido nos amores.

As freiras cantam no coro, / As cachopas ao serão, / Cantam as moças e velhas / Na noite de São João.

Té os moiros da moirama / Festejam o São João; / Quando os moiros o festejam / Que fará quem é cristão."

segunda-feira, 20 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sardinhada

Olha a sardinha fresquinha! Deliciosa também em versão cerâmica, como concebida pelo génio de Rafael Bordalo Pinheiro e fielmente reproduzida pela mais célebre fábrica de faianças portuguesa. €13,50 cada. Ainda na fábrica, depois de cuidadosamente pintadas à mão, um a um, os belos peixes luminosos são postos a secar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Quiosque de Refresco passa o Verão na Confeitaria Nacional

Foi em Paris que Baltazar Castanheiro Júnior (que, para além de artista, também era confeiteiro) provou pela primeira vez uma fatia de Gâteau des Rois e começou a cozinhar a ideia inovadora de trazer o Bolo Rei para Portugal. Mais concretamente, para o estabelecimento que o senhor seu pai, Baltazar Rodrigues Castanheiro, tinha fundado em Lisboa em 1829 e a que chamou Confeitaria Nacional. Que não servia só guloseimas açucaradas de dimensão reduzida mas haveria de se especializar em criações prodigiosas à base de açúcar e amêndoa, como as famosas lampreias. Por isso, quando os proprietários decidiram abrir o "salão de estar" (a que convencionámos entretanto chamar "de chá") no primeiro andar - um feito progressista para a época, que exigiu obras de monta - foi alvo de enorme atenção, não só da imprensa em particular mas dos lisboetas em geral (os menos gulosos incluídos).

Fornecedora da casa real (adoçou a boca a cinco monarcas, de D. Maria II a D. Manuel II) e pioneira da exportação de doces para o Brasil, a Confeitaria também era um dos poisos preferidos de Eça de Queiroz. O Eça que, como sabemos, tinha uma queda especial para as bebidas frescas típicas, pelo que também deveria frequentar o espaço para desfrutar de "todos os refrescos, vinhos especiais e pastelaria, sorvetes de variadas espécies, carapinhadas, soda nevada e a deliciosa bebida gelada a que os espanhóis chamam "chufas"" (segundo a descrição de Luís Pastor de Macedo no livro "Lisboa de Lés a Lés").

O tempo parece não ter passado pelo estabelecimento que tão bem tem sabido manter o seu charme original e, ontem como hoje, faz todo o sentido que a Confeitaria Nacional tenha decidido unir esforços com o Quiosque de Refresco para trazer os refrescos de volta à Baixa Pombalina. Agora expressamente dotada de um balcão exterior, a Confeitaria tem ao dispor da clientela sedenta os refrescos que o quiosque adaptou para os nossos dias: Groselha, Capilé, Limonada Chic, Mazagran, Chá Gelado, Orchata e Leite Perfumado.

Parceria entre Catarina Portas (A Vida Portuguesa) e João Regal (DeliDelux), o Quiosque de Refresco passou da ideia à prática quando a Câmara de Lisboa decidiu concessionar três dos mais belos quiosques antigos da capital, no Príncipe Real, Praça das Flores e Camões. Escrupulosamente recuperados, abriram ao público em Abril de 2009, com o desejo de trazer de volta sabores próprios e antigos, fresquíssimos e recriados para os dias de hoje. Através dos refrescos que lhes dão nome mas também na forma de sanduíches, bolos, sopas e bebidas várias, da ginginha ao vinho quente. Recuperando numa minúscula mas acolhedora estrutura urbana toda uma tradição lisboeta, de espaço, de tempo e de sabor. Como dizia o Eça: "e vai de refresco!".