quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Nas ondas da moda

Este nosso estaminé gosta sempre de receber visitas para filmar ou fotografar. Como esta produção de moda para um cabeleireiro, em que o nosso Óscar (Manuel dos Reis, de seu nome completo) passou detrás para cima do balcão da loja do Chiado. E brilhou.

Fotografia e Pós-Produção. Imagem: Edgar Raphael. Modelos: Diana Monteiro e Óscar Reis. Make Up Artist: Sarah Filipa. Hairstylist: André Oliveira e Sérgio Perdizeiro. Produção: Óscar Reis. Making of Vídeo e Foto por: José António Cavaco. Cliente: Victor Picardo Cabeleireiros.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O cobertor vai à televisão

A produção do programa da Fátima Lopes veio à loja do Chiado buscar dois Cobertores de Papa para embelezar o estúdio esta tarde, quando se contar a história desta arte têxtil que corre o risco de desaparecer. Para ver, gravar e/ou partilhar com grau de urgência. O programa começa às 15h15 e conta com uma rara aparição pública da alma deste projecto.

COBERTORES DE PAPA. Perto da Guarda, uma região cuja produção têxtil foi impulsionada pelo Marquês de Pombal, a aldeia de Maçainhas já viveu da fabricação destes cobertores outrora muito populares. Fundada em 1966, a Fábrica de Cobertores de José Freire é hoje a última no país a produzi-los. Sazonalmente, no Verão, a lã churra, grossa e comprida de ovelhas locais, é fiada e tecida num velho tear inteiramente manual. Vai ao pisão para lavar e feltrar, depois à máquina de cardar, que lhe puxa o pelo, sendo por fim esticadas para secarem ao sol. Só assim se obtém o verdadeiro cobertor de papa, consistente e muito quente, seja de cor lisa ou padrão colorido, com o seu característico pêlo comprido.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Páginas tantas

A nossa livraria pode ser limitada em espaço mas não abdica de se manter actualizada e selecta. Com boa vontade, arranja-se sempre mais um cantinho para as páginas novas que um ano novo traz. Não podiam faltar, por exemplo, os deliciosos Poemário e Culinário da Assírio & Alvim, que dão outro ânimo ao passar dos dias. E que se juntam a obras de hoje e sempre; clássicos e novidades, do livro prático ao poético, passando pelo fado, o humor, o cinema ou a fotografia.

Destaque aqui para os Cadernos I e II de "anotações fotográficas" de Daniel Blaufuks, com as suas imagens etéreas, singulares e notáveis. De retratos, mas desta vez da capital portuguesa, se faz Lisboa nos Passos de Fernando Pessoa, assinada pela grande amiga desta casa que é Marina Tavares Dias.

No romance histórico, recomenda-se o premiado As Luzes de Leonor, em que Maria Teresa Horta disseca o conflito entre razão e emoção na vida da marquesa de Alorna. Outra forte figura feminina portuguesa, a camponesa tornada ícone comunista Catarina Eufémia, inspirou João Tordo a escrever, com uma abordagem contemporânea, a Anatomia dos Mártires.

João Pedro George escolheu para si a tarefa de biografar uma das mais complexas e interessantes figuras do mundo editorial português, Luiz Pacheco, e escolheu para título uma boutade do próprio: Puta que os Pariu!. Já o realizador Miguel Gonçalves Mendes acompanhou quatro anos da vida, pessoal e profissional, de José Saramago. O resultado final foi o tocante documentário José e Pilar. Muito do material recolhido teve que ficar de fora mas foi agora vertido para livro, com o mesmo título.

Bordalo Pinheiro volta a estar representado não só nas prateleiras de cerâmica mas também nas da livraria com o deleite de indecência que é O Pauzinho do Património, um almanaque perpétuo escrito e ilustrado pelo mestre da loiça das Caldas. E outro título que volta a ser impresso é o romance Breviário das Más Inclinações, pondo em foco a escrita de cariz rural e sensual de José Riço Direitinho, um autor aclamado internacionalmente que merece ser (re)descoberto entre nós.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Marcas com História

"Desvendaram-se segredos de sucesso, como a inovação, a qualidade e a consistência. E contaram-se histórias de outros tempos. Sabia que o fundador da Licor Beirão pediu dinheiro emprestado para publicidade e andou de balde na mão a colar cartazes à beira das estradas? Ou que a farinha 'Branca de Neve', a primeira com fermento, era oferecida a quem fosse ao teatro? E que há produtos portugueses, especialmente os manufacturados, que podem morrer porque mais ninguém os sabe fazer? (...)

Entre um painel de convidados, moderado pelo jornalista António Perez Metelo, que incluía José Redondo, sócio-gerente da Licor Beirão, e António Trigueiros de Aragão, o homem por trás das farinhas Branca de Neve (e o vice-presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida), formou-se consenso em torno da "onda positiva" que nesta altura envolve os produtos nacionais e da necessidade de potenciar este ambiente favorável para levar os consumidores portugueses a preferirem o que é nacional, sobretudo nesta altura em que é necessário apostar na exportação e diminuir as importações.

Catarina Portas contou como é que uma investigação acabou num negócio que está a crescer e que é procurado por grandes empresas estrangeiras. Em 2004 comecei a ver as mercearias desaparecerem e com elas alguns dos produtos portugueses que conhecia, disse. Doze anos antes, segundo contou, era ela jornalista na extinta revista Marie Claire quando fez um trabalho com Miguel Esteves Cardoso, em que ele elegia vários produtos nacionais. Naquele ano, Catarina decidiu fazer um levantamento para perceber quais desses produtos ainda estavam no mercado.(...)

Para Catarina Portas o preocupante é que alguns produtos tipicamente portugueses vão deixar de existir a curto prazo. Fala, sobretudo, de manufactura e artesanato. Quase todos os dias vendo um cobertor de papa e só há um senhor em Portugal a fazê-lo. Tem mais de 80 anos, sei que um dia este produto vai deixar de existir, refere. Por isso, deixa uma recomendação para os mais jovens desempregados que se queixam em manifestações por não terem trabalho: Pensem na manufactura portuguesa. E salienta a falta de empreendedorismo de muitos portugueses e o facto de outros se limitarem a copiar os negócios que já existem. A empresária começou por abrir uma loja no Chiado, depois outra no Porto. Abriu quiosques de Lisboa, (que tinham sido votados) ao abandono, e vende produtos online para o mundo inteiro. Factura aquilo que, segundo diz, nunca pensou nem nos meus sonhos mais selvagens. Sonhos que valem dois milhões de euros."

O debate onde se discutiu o passado, presente e o futuro das marcas portuguesas na íntegra, texto e vídeo no Diário de Notícias.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

"La recuperación de la tradición"

"Hace siete años, Catarina Portas era una periodista que estaba prácticamente en el paro. Hoy, sus negocios facturan casi dos millones de euros al año. Esta empresaria de 42 años asumió el desafío de trabajar para la recuperación de la tradición portuguesa, y comenzó el negocio con una amiga, con 2.000 euros de inversión. "Nunca había tenido una tienda". Quería hacer un libro sobre productos antiguos. Recopilaron una buena cantidad de ellos, y en Navidad de 2004 vendieron 70 cajas fabricadas manualmente a una tienda en el Chiado lisboeta. Reinvirtieron lo ganado y, en la actualidad, A Vida Portuguesa es conocida como la tienda, en Lisboa y en Oporto, que vende productos y marcas ancestrales. Los aceites Triunfo, Saloio y Santa María, que se venden en las latas de toda la vida, desde 1878, los lápices Viarco, con los diseños históricos, la pasta dentífrica Couto, los jabones de manos Cabrita o los productos para limpiar metales de la fábrica Coraçao. "La recuperación de la tradición es un desafío, que no tiene nada que ver con saudade o nostalgia, sino con identidad", dice Portas." El Viajero, El País.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Coolest Shop

A nossa loja do Porto foi eleita "Coolest Shop" na categoria de "Design" dos OPORTOCOOL AWARDS 2011 e agradece a distinção. Obrigada por tornarem o nosso arranque de 2012 ainda mais especial!

Para (re)descobrir: Rua Galeria de Paris 20, primeiro andar. Sejam bem vindos! "O primeiro andar de uma antiga loja de tecidos no cruzamento entre a Rua das Carmelitas e a Rua Galeria de Paris, encheu-se de bonitos produtos nacionais que conhecemos há décadas, ainda com as embalagens originais ou inspiradas nestas, padrões, imagens e formas do passado que agora são tão cool.

No topo de uma grandiosa escadaria, apresenta-se-nos um espaço amplo onde se destacam prateleiras antigas de 20 metros e mesas compridas de madeira onde os produtos de mostram num cenário perfeito, acabado de chegar do passado que continua a marcar as actuais gerações."

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Borda d'Ano

Nascido em Torres Vedras em 1929, o Borda d' Água é o almanaque mais antigo de que há memória, um reportório útil a toda a gente (compilando desde dados astronómicos a informações genéricas de grande utilidade). De tal forma que nós já não conseguimos conceber um ano novo sem ele. A propósito, boas entradas para todos!