quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"A truly amazing place"

"Portugal is such a terrific country to tour in and often overlooked. The capital city has so much going on" (...) "A Vida Portuguesa is a must for those interested in old-world Portuguese products. A truly amazing place for gifts and retro Portuguese design." In "The Best of Lisbon Portugal".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Achados "arqueolójicos"

Porque nós também perdemos a cabeça a descobrir as antigas lojas de bairro, das pastelarias aos encadernadores, e porque muita da nossa estética foi beber inspiração às deliciosas drogarias de bairro, deleitamo-nos a acompanhar A Arqueolojista. "Um site dedicado às lojas-avós", onde "se descobrem sítios chiques que já vestiram janotas e madames mas também aqui se encontram as tascas para grandes patuscadas, tabernas para a boa da pândega, românticas floristas, cheirosas drogarias, curiosas tabacarias, luvarias, retrosarias, livrarias, leitarias e barbearias do tempo em que a Wikipédia era o Borda d’Água."

Só para abrir o apetite fomos buscar estas fotos de Maria Miguel Pereira (a jornalista, mentora e pau para toda a obra do projecto) tiradas na Tabacaria Mónica, a mesma onde Bordalo Pinheiro começou a espalhar andorinhas. E a livraria Bertrand que, para além de ser a mais antiga do mundo, nos serve sempre como ponto de referência a quem precisa de indicações sobre como chegar aqui. "Fica mesmo, mesmo ao virar da esquina".

Centenárias resistentes

"Lojas centenárias do Porto resistem à crise. (...) Cabeleiras postiças, botões em pompons de vison e pedras semi-preciosas com valores a roçar os 45 euros cada um, ou bacalhau do Canadá com cura amarela não parecem, à primeira vista, artigos que possam manter lojas com 100 anos abertas ao público nos tempos que correm. Mas há lojas históricas no Porto que em vez de fecharem portas, prometem mais 100 anos de negócio." Como uma das nossas mais distintas vizinhas, aqui nos Clérigos. "Fundada em 1910, junto à Torre dos Clérigos, a mercearia “Casa Oriental” começou por vender chás e especiarias da China e Japão, mas como o volume de vendas começou a baixar, o proprietário José Maria Rocha, 64 anos, decidiu apostar em artigos como o bacalhau, azeite, frutas, legumes frescos e fumeiro, broa e pão." Outros exemplos de resistência aqui.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Uma vida a tecer

Por estes dias na TVI, a tarde foi toda do "último tecelão de cobertores de papa da Serra da Estrela". O octagenário Manuel Gonçalves exibiu em estúdio a destreza com que continua a sair do lar para se deslocar à fábrica de José Freire, sempre que as solicitações obrigam. Aprendeu a tecer ali mesmo, em Maçaínhas (perto da Guarda), acabado de sair da escola, era um petiz de 12 anos. "Uma semana para saber deitar a lançadeira a baixo e a cima, trabalhar as pernas, e a maneota da rédea a puxar a lançadeira. Foi sempre a minha vida, foi tecer. Tecer é fácil mas tem outras complicações que custa muito meter na cabeça."

Actualmente, Manuel gostava de poder ensinar os truques do ofício, com mesma a paciência com que lhe foram transmitidos, mas a verdade é que não há quem queira aprender. Gostava de contribuir para manter viva esta profissão de uma vida que também é uma tradição intemporal e que corre o risco de desaparecer consigo. Detém-se a falar da qualidade da lã. Que é "churra", a mais grossa, aquela que é garantia de uma cama quentinha, e que se acreditava ser capaz de afugentar até a trovoada e a peste. "Toda a gente no mundo devia ter em casa uma meia dúzia de cobertores destes." "Porquê, senhor Manuel?", pergunta a apresentadora. "Porque são os melhores" E porque "duram uma vida". Ou duas. Ou mais.

José Freire, o proprietário da fábrica, lembra a altura em que os cobertores eram produzidos em quantidade, para chegar a todo o país e além-mar. Serviam aos pastores no campo como resguardo do frio, aos campinos como parte do seu traje e ao Príncipe de Gales para levar de lembrança da sua visita a Portugal. E o sociólogo Luís Rodrigues, também chamado à conversa, sublinha a importância de "pensar muito a sério na riqueza que o país tem e transformá-la em produtos originais e únicos". Porque afinal, "um país é mais internacional quanto mais souber vender a sua autenticidade".

O programa da TVI está disponível aqui. E, para saber mais sobre os Cobertores de Papa, não deixe de espreitar o blogue A Ervilha Cor de Rosa, em que Rosa Pomar partilha a experiência da sua visita à fábrica e explica o processo de fabrico.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ardósias de ontem e hoje

A Rádio Renascença esteve na loja do Chiado a filmar uma peça sobre as "Ardósias do Século XXI" e a provar que passado e futuro podem coexistir pacificamente. Porque mesmo quem já não abre mão do ipad pode muito bem continuar parcial à simplicidade da pedra preta onde se anotam recados a giz.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A moda dos aventais

Sugestão para este sábado: venha à Loja escolher o seu Avental. Bom fim-de-semana!

O poder da reinvenção

A National Geographic Traveler passou 48 horas em Lisboa. Rendeu-se aos encantos da cidade, à sua capacidade de se reinventar e às nossas preciosidades antigas e deliciosas. "A Vida Portuguesa stocks traditional artisanal crafts, including brightly striped Alentejo woolen blankets that look entirely contemporary."

"Portugal's capital has long mastered that art of reinvention. After a massive earthquake leveled most of the city in 1755, Lisbon was quickly rebuilt, and its pragmatic spirit hasn't flagged since. Even Portugal's current debt crisis hasn't curbed, at least so far, the city's renovations."(...) Economic woes haven't dimmed Lisbon's proud beauty and ambitious drive".