terça-feira, 22 de Julho de 2014

COOLi

"Agora abrimos uma nova que é mais uma loja de casa, onde temos muito mais espaço, no Largo do Intendente. Já são quase 500m2 e aí já estamos a avançar para a área de casa. Portanto, em vez de vendermos só sabonetes, também já vendemos banheiras, e fogões e lençóis. Ainda por cima, são áreas em que Portugal fabrica muito bem, toda a área de casa. Dos talheres aos pratos e ao têxtil, são áreas em que nós somos muito bons e fazemos coisas com imensa qualidade."
"Eu fiz a loja para portugueses. Daí, eu acho, ela ter tanto sucesso com os estrangeiros. Porque os turistas não gostam de coisas feitas demasiado à medida. Ainda lhe sabe a alguma autenticidade, a loja. Sendo que nos últimos anos o perfil da clientela mudou um bocadinho porque os estrangeiros eram em menor número , obviamente, mas o portugueses começram a comprar menos e os estrangeiros entretanto também aumentou muito o número de turistas mas agora digamos que é fifty-fifty, metade-metade."

Catarina Portas no COOLi para rever aqui.

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Um livro que é um património

A história da Ramos Pinto, contada ao pormenor e belissimamente ilustrada neste tomo de 336 páginas (e cinco quadrípticos de oito páginas cada) e 2.700 gramas. Uma edição luxuosa que faz um vistaço numa mesa de café e conta às gerações futuras um capítulo importante da tradição vinícola portuguesa. Custa 70 euros e oferece uma garrafa de 50cl de Adriano reserva. Um livro que é todo um património.


Em 1880, Adriano Ramos Pinto, um artista portuense de 21 anos, decidiu fundar uma empresa de vinho do Porto. Em 1896, o irmão António, fotógrafo, junta-se ao negócio e cedo decidem apostar no mercado brasileiro para o qual, nos anos 20, exportam já metade da produção. É certamente o espírito artístico destes irmãos que os leva a apostar numa imagem publicitária de traço ousado e invulgar qualidade, assinada por artistas portugueses e estrangeiros – hoje, um património com o qual nenhuma outra marca de Porto pode competir.

Nos 360 hectares que possui no Douro, a mais antiga região demarcada do mundo criada em 1756 pelo Marquês de Pombal, a Ramos Pinto produz as uvas dos seus próprios vinhos, assinados pelo reputado enólogo João Nicolau de Almeida: Porto Branco, Ruby e Tawny, para degustar como aperitivo ou digestivo. Desde 1990 parte do grupo Roederer, as caves e os escritórios intactos dos anos 30 desta grande marca justificam a visita no cais de Vila Nova de Gaia que, homenageando estes artistas do vinho, se chama aliás Av. Ramos Pinto.

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Americano, o escritor. Português, o caderno


Paul Auster faz o elogio do Caderno Azul da Firmo (e de Portugal, "o último país secreto da Europa") no último número da revista UP (num texto de Maria João Guardão):
"Quando Sidney Orr entrou na papelaria do senhor Chang, em Brooklyn, e comprou um caderno azul, encadernado a pano, não sabia no que se estava a meter. O amigo John bem o avisou sobre o caráter dúplice do objeto, mas era ainda demasiado cedo e tudo corria bem. “De maneira que tirei a tampa da caneta, finquei o aparo na primeira linha da primeira página do caderno azul e comecei a escrever. As palavras vieram rápidas, fluentes, aparentemente sem grande esforço.” Umas páginas mais à frente, a “crueldade dos cadernos portugueses” haveria de se abater sobre o escritor em bloqueio de escrita que vive dentro d’A Noite do Oráculo*, décimo romance de Paul Auster (mais coisa menos coisa, depende de como se conta), publicado em 2003. Por esta altura já o verdadeiro autor teria cumprimentado Pessoa no Chiado, atravessado o Camões até o Calhariz, no seu passo de grande felino, e descoberto a papelaria forrada a madeira onde vivem os CADERNOS AZUIS DA FIRMO, que os começou a fazer em 1951. A produção dos antigos livros de fiado das mercearias, lisos, pautados ou quadriculados, ressuscitou com a referência e passou a ser outra vez fácil encontrá-los em papelarias e lojas de produtos portugueses, mas a patine daquele lugar original é difícil de superar."


terça-feira, 15 de Julho de 2014

Loja ao mar!

Chega a nona edição do ILUSTRA, o Prémio de Ilustração da ETIC, e o palco deste ano é A Vida Portuguesa no Largo do Intendente. O tema a concurso era o MAR, os vencedores foram três e as menções honrosas também. Mas porque o que conta é desenhar, os demais concorrentes também vão estar expostos, entre 24 de Julho e 7 de Agosto. A ETIC continua a preparar os talentos do futuro e dá-nos oportunidade, todos os dias entre as 10h30 e as 19h30, de mergulhar neles.


Mimos ribatejanos

A dimensão geográfica do país poderia não deixar imaginar tanta riqueza e diversidade mas também já não é segredo para ninguém que em Portugal há zonas que se especializam em diferentes técnicas, produtos e preciosidades. Por isso, "O MELHOR DO RIBATEJO" visa precisamente pôr o foco sobre essas personagens "castiças, de personalidade bem vincada" que são os ribatejanos, e o que de melhor eles fazem: dos barretinhos de lã às tábuas de cozinha em pinho, das compotas de fruta aos queijos de cabra e ovelha, do azeite autêntico à flor de sal. Uma selecção destes artigos, de vincada produção artesanal, apresentada pelos muito típicos Chico e Rosa, já está disponível na loja do Intendente. E é um mimo!

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

"Amazing store"

A Vida Portuguesa is "an amazing store with authentic Portuguese products. We wanted to buy everything! You cannot miss it when in Porto!"

Heroes & Creatives | The Blog

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

Intendente em festa

O Intendente assume-se cada vez mais como um bairro inteiro, onde as compras da tarde são intercaladas com um copo entre amigos. E onde antes de um concerto há sempre tanta escolha para jantar ou petiscar. Onde já quase não se passa um dia sem um lançamento de um livro, uma inauguração de uma exposição ou um pulsar do nervo criativo. Está tudo aqui, cada vez mais. Este mês, até dia 27 mais precisamente, o Intendente está em festa constante. E nós também. Acompanhe tudo, dia a dia, aqui.

"E quem era o Intendente?
Diogo Inácio de Pina Manique (1733-1805) foi o célebre intendente-geral da Polícia, no reinado de D. Maria I. O largo tomou o seu nome por causa do Palácio, que lhe pertenceu, situado entre as travessas do Maldonado e da Cruz."

"Se quisermos ser rigorosos, o Intendente é só um largo que se situa no bairro dos Anjos", diz à Visão Sete Marina Tavares Dias, jornalista, escritora e conhecida olisipógrafa. A questão é que as culturas urbanas não se regem pelos mesmos rigores do saber e, por isso, as mudanças no Largo do Intendente parecem estar a expandir-se para as ruas adjacentes. Também foi assim no Bairro Alto, nos anos 80 do século passado, já há quem diga. "Para que a mudança seja eficaz, tudo tem que funcionar em consonância", comenta João pedro Vale que, com Nuno Alexandre ferreira, foi responsável pela curadoria da exposição Intendente, patente no mês passado em vários bares das ruas do benformoso e Anjos. E Marta Silva, da direcção artística do largo Residências, acrescenta: "Ainda há muito trabalho por fazer, até porque, se foi dada muita atenção ao largo, sempre fomos sensíveis também ao que se encontra à sua volta." Por causa de tudo o que está a acontecer, o coletivo Bairro Intendente, recém-criado e composto por moradores e comerciantes, quer trazer mais pessoas ao BI durante o mês de Julho." Sandra Pinto, revista Visão.