quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Uma cápsula do tempo lisboeta

Um livro profusamente ilustrado que conta histórias e curiosidades da Lisboa dos anos 70. E é como uma cápsula do tempo.

Após o sucesso de LX60, LX70 trata da década de 70 em Lisboa: a morte de Salazar, a revolução do 25 de Abril e o fim da guerra de África. O tempo da música Punk, dos Rolling Stones e dos Pink Floyd. O auge dos VW carocha, as calças boca de sino, os bigodes e cabeleiras dos anos 70. O boom das discotecas, as melhores telenovelas brasileiras. Sérgio Godinho e José Afonso. O ecstazy. E muito mais.

"Temos cada vez mais filmes e documentários sobre os grandes acontecimentos políticos mas temos poucas coisas sobre a vida das pessoas, não existia esse carinho pela vida quotidiana, e isso interessava-me. Queria fazer um livro que fosse como uma cápsula do tempo, que desse uma ideia de como tinha sido aquela época." Joana Stichini Vilela



O livro vai ser lançado n' A Vida Portuguesa, e enquadrado com diversos eventos, mas já está disponível na loja online, aqui.

LX70 na imprensa

"Fala-se na década de 1970 em Portugal e imediatamente pensamos no 25 de Abril. Mas esta foi também a década em que foi eleita a primeira Miss Portugal, em que, no carnaval, um grupo de meninos ricos se vestiu de árabe e enganou toda a gente, em que Miles Davis e Keith Jarrett tocaram no primeiro Jazz em Agosto, em que as mulheres chegam à polícia, em que foi lançada a primeira Gina, em que os intelectuais da capital se juntavam a beber copos no Procópio, em que Carlos Lopes ganhou uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Montreal, em que se tornou possível beber Coca Cola. (...)

(Diz Joana Stichini Vilela:) Temos cada vez mais filmes e documentários sobre os grandes acontecimentos políticos mas temos poucas coisas sobre a vida das pessoas, não existia esse carinho pela vida quotidiana, e isso interessava-me. Queria fazer um livro que fosse como uma cápsula do tempo, que desse uma ideia de como tinha sido aquela época. (...)

A década de 60 foi incrível e sempre exerceu um grande fascínio sobre mim, porque foi uma altura em que muita coisa mudou, em que começou a cultura pop, que é a nossa cultura. Nos anos 70 essa mudança ainda é mais visível.

Gosto de dizer que este livro é um bookazine. Cada história tem a sua linguagem mas no final há uma unidade. As pessoas podem ler só algumas histórias ou podem ler tudo e é como fazer uma viagem àquela década."

"A minha primeira memória é o 25 de Abril. O antes - irmos à (prisão de) Peniche visitar uma pessoa que conheciamos - e o depois, a noite de 26 para 27 quando libertaram os presos. Foi a primeira noite que passei em branco. Só saíram depois da meia-noite e o Zé pôs-me às cavalitas. Gritavam: "Presos cá p'ra fora, pides lá p'ra dentro."
Catarina Portas

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Da portabilidade dos afectos

Agora em formato caseiro, a nova máquina de furos da Regina fica lindamente entre as preciosidades da loja do Chiado. Por apenas €19.90, igualmente apetitosa mas mais maneirinha, leva-se debaixo do braço e faz as delícias dos gulosos de todas as idades, para desfrute da família inteira. E sim, a quem nos tem perguntado, já vem com os chocolates todos, um para cada furo e 20 no total, a provar que também há jogos de sorte e... sorte.



Mãos cheias de chocolate

"O carrocel, a montanha russa e o comboio fantasma faziam parte da tradição da visita à Feira Popular. Para terminar, uns furinhos na caixa da Regina e as mãos cheias de chocolates (uma espécie de rifas dos chocolates que davam sempre prémios, nunca ninguém perdia). Perdeu-se a Feira mais popular de Lisboa, mas não se perderam as memórias da Regina.

A marca acaba de lançar uma embalagem para levar para casa, com 20 furos e igual número de chocolates. Composta por sete bolas verdes, cinco vermelhas e o mesmo número de amarelas, uma azul e uma prateada, correspondem-lhes Tabletes de aromas de fruta, Regina Classic, Sombrinhas, Coma com Pão e Tablete de chocolate de leite. E a mais valiosa, uma bola dourada, que premeia o feliz contemplado com uma embalagem de Frutos do Mar.

A caixa já está à venda em supermercados e mercearias e promete fazer reavivar memórias e surpreender os mais jovens nos lares portugueses."

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Encher o cesto

“Por aqui reinam artigos verdadeiramente portugueses”: a nossa loja do Intendente é um dos cinco locais que a apresentadora de culinária Filipa Gomes escolhe para encher o cesto de compras. Na edição de Outubro da revista UP.

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

"In Porto, a Men’s Wear Scene Blossoms"

“I think Porto always had a strong aesthetic identity,” says Jose Miguel de Abreu, a native of Portugal’s second-largest city and one of the founders of the local clothing brand La Paz, which he launched in 2012. “Since I was a young kid, I’ve always noticed a tendency for people to dress up and try different things around here.” Now, a spate of new labels — many in the men’s wear realm — is springing up across the region. And as the fashion industry grows increasingly aware of the value of local production, Porto is well-positioned for a resurgence, thanks to northern Portugal’s extensive network of textile and leather factories.

Until recently, these resources were utilized mostly by larger international companies. “Ninety percent of the production is to export,” says the Savile Row–trained, Porto-based tailor Ayres Gonçalo. His own business takes a more hands-on approach: In his downtown Porto atelier, which is opened every day by his grandfather, clients are given the royal treatment as they get fitted for suits and shirts made of Italian and English fabrics. Other local lines target a global audience. For La Paz — which sells to boutiques like Personnel of New York in the West Village and Mohawk General Store in Los Angeles — de Abreu and his business partner André Bastos Teixeira collaborate with seasoned masters in San Tirso, Guimarães and Barcelos to make their colorblocked wool sweaters, heavy-duty hooded raincoats and soft cotton T-shirts.

Portugal is also known for its leather manufacturing; Versace and Isabel Marant have moved their leather production here, and the country’s shoemaking industry is the second most expensive in the world behind Italy’s. Lately, some homegrown upstarts have entered the fray. Senhor Prudêncio, designed by João Pedro Filipe, is a new line of cutting-edge shoes, bags, and gloves boasting eye-catching shapes and prints. Another designer, Hugo Costa, has created — among a collection that includes ready-to-wear and futuristic-looking sneakers — a standout three-compartment leather backpack. And the two-year-old brand Ideal & Co offers vegetable-tanned accessories for just about any purpose, from wine holders to messenger bags to mouse pads — all of it made in Portugal. The project is the evolution of its co-founder Rute Vieira’s family business: Her grandfather sold and bought Portuguese leather back in the ’30s. According to Vieira, who designs Ideal & Co alongside her partner Jose Lima, the line reflects “Portuguese culture — and the richness of our natural resources.

Chadner Navarro

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

São muitos anos a embrulhar sabonetes

Os sabonetes da Confiança continuam a ser embrulhados manual e primorosamente, como veio mostrar uma das suas funcionárias à nossa loja do Porto, este sábado. A perfumar os portugueses desde 1894, a fábrica de Braga comemora os 120 anos e continua a apostar na força dos valores de sempre.