quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Uma máquina de... sucessos


"Num mercado interno anémico e parado, a Imperial vai cometer a proeza de crescer 10%, o que significa que está a roubar quota à concorrência estrangeira.

O segredo da fábrica de chocolates Imperial consiste numa ágil combinação entre diferentes ingredientes: inovação, flexibilidade, qualidade e o hábil manejar do marketing na relação emocional forte que as suas marcas têm com o consumidor.

O exemplo mais acabado da importância deste último ingrediente é o tremendo sucesso que está a ser o relançamento da máquina de furos da Regina, a mítica marca de chocolates que a Imperial adquiriu em dezembro de 2000 e relançou na Páscoa de 2002, juntando-se no seu portfólio a outras marcas valiosas como a Pintarolas, Allegro, Pantagruel e Jubileu. Após 20 anos desaparecida de confeitarias e quiosques, a caixa de furos da Regina reapareceu há cerca de um mês, estreando-se nas lojas da Vida Portuguesa de Catarina Portas, como é conveniente a um produto vintage, ressuscitado no âmbito de uma estratégia de retromarketing.

As melhores expectativas da Imperial apontavam para que no primeiro ano se fizessem três milhões de furos (a 80 cêntimos cada, dando sempre direito a um chocolate diferente, de acordo com a cor da bola que sai) nas cinco mil máquinas, equipadas com uma cartela recarregável, que planeava distribuir pelo país. Ora sucede que já foram recebidos na Azurara mais de 20 mil pedidos de caixas de furo da Regina, que já vai em 85 mil fãs no Facebook.

“É um fenómeno. Não estávamos preparados para tamanha procura”, diz Manuela Tavares de Sousa, a presidente executiva da Imperial, onde trabalha há 24 anos, desde que acabou o curso de Engenharia na Universidade do Porto.

Até nova ordem, a previsão de furos para 2014 subiu para 11 milhões, pelo que não espanta que as máquinas e os 170 empregados da fábrica de chocolates estejam a trabalhar a todo o vapor, 24 horas por dia, em três turnos, sem ligar aos fins de semana, até porque estamos num dos dois picos (o Natal) e a um trimestre do outro (a Páscoa), que representam, em partes iguais, 70% das vendas em Portugal."

in Dinheiro Vivo

Foto do blogue Diário de Lisboa.

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